segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Operação da PF tenta identificar autores da morte de agricultores


Há ordem para coleta de material genético dos indígenas em Faxinalzinho
Mandados são referentes às investigações da morte de dois agricultores, mortos no dia 28 de abril A Polícia Federal (PF) e a Brigada Militar (BM) deflagraram nesta segunda-feira uma operação no acampamento indígena Candoia em Faxinalzinho, na região Norte do Estado, referentes às investigações da morte de dois agricultores em 28 de abril. De acordo com o site da rádio Uirapuru de Passo Fundo, a ofensiva envolve 260 homens, dezenas de viaturas e um helicóptero. Além de mandados de busca e apreensão, há também uma ordem para a coleta de material genético dos indígenas.
Falando a Rádio Uirapuru, os delegados da PF de Passo Fundo, Mauro Vinícius Soares e Mário Luis Vieira, informaram que essa é mais uma diligência do inquérito para o recolhimento de provas técnicas que serão examinadas pela perícia. A estimativa é de que 27 indígenas sejam indiciados. Participaram da operação além de autoridades policiais, Ministério Público Federal e agentes de Brasília.
Ordem de Soltura
Onze dias após o crime, cinco indígenas suspeitos de terem cometido o crime foram presos e enviados para Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), mas soltos 40 dias depois. A Justiça Federal de Erechim cumpriu no dia 26 de junho a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e determinou a soltura dos cinco indígenas que estavam sob custódia acusados de terem participado da morte de dois agricultores em Faxinalzinho. A decisão do STJ foi assinada pelo ministro Rogério Schietti Cruz, segundo a Justiça Federal de Erechim, que acolheu um Habeas Corpus impetrado pelo advogado em favor dos indígenas.
No dia 6 de junho a Justiça Federal de Erechim prorrogou a prisão temporária dos cinco indígenas que estavam na Penitenciária Estadual do Jacuí, em Charqueadas, sob suspeita de participação na morte de dois agricultores na região Alto Uruguai no final de abril. A prorrogação da prisão temporária era por mais 30 dias e atendia pedido da Polícia Federal de Passo Fundo que efetuou as prisões e visava concluir as investigações, pois há suspeitas de envolvimento de mais indígenas na morte dos agricultores.
A morte dos agricultores
No dia 28 de abril, indígenas acampados há 12 anos na região conhecida como Votouro/Kandóia, bloquearam todos os acessos no município de Faxinalzinho, no Alto Uruguai gaúcho, como forma de pressionar o governo a determinar a demarcação de áreas que os indígenas entendem como suas. No dia 28 de abril, por volta das 17h os agricultores Anderson de Souza, 27 anos e Alcemar de Souza, 41 anos, foram surpreendidos numa estrada vicinal que liga Faxinalzinho com Erval Grande e mortos, supostamente, por um grupo de indígenas.
No dia 9 de maio, durante uma reunião no Centro Cultural de Faxinalzinho entre representantes dos agricultores, FUNAI, Ministério Público Federal, governo do estado e prefeitura, além de indígenas do Votouro/Kandóia, a Polícia Federal (PF) surpreendeu a todos, entrando no local e efetuando cinco prisões. Entre os presos estava o cacique Deoclides de Paula.
Na oportunidade o delegado Mário Luis Vieira destacou que a ação da Polícia Federal nada tinha a ver com a discussão sobre a demarcação de áreas e que a equipe estava no local para realizar as detenções. Foram cumpridos cinco dos oito mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça Federal de Erechim.
Os indígenas foram levados para Passo Fundo. No dia seguinte, 10 de junho, eles foram transferidos para a Penitenciária Estadual do Jacuí, onde permaneceram presos até a liberação dos mesmos através de uma liminar concedida por um ministro do STJ na última sexta-feira e cumprida pela Justiça Federal de Erechim de sábado para domingo.
*Com informações dos repórteres Lucas Cidade e Lucas Brasil
Foto: Lucas Cidade / Rádio Uirapuru / Especial / CP
Postado por:Elisete Bohrer

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