segunda-feira, 1 de maio de 2017

Jornal Comunitário - Rio Grande do Sul - Edição 1223, do dia 02 de Maio de 2017

Edição 1223, do dia 02 de Maio de 2017
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Um Jornal Comunitário de edição colaborativa, produzido pelas emissoras de Rádios Comunitárias do Estado do Rio Grande do Sul, seja você um correspondente da sua região, entre em contato pelos telefones Whatsapp 54 9611 0186 ou 54 3367 1351.

OUÇA NA EDIÇÃO DE HOJE:

· Em documento unificado contra reformas, centrais prometem ocupar Brasília.

· População desempregada atinge recorde de 14,2 milhões, revela IBGE.

· Reforma da Previdência vai levar pobres a um patamar de miséria, diz Padre.

· Municípios poderão ampliar número de vagas no programa mais Médicos.

· Comissão de Segurança da Assembleia constata falência completa do Presídio de Passo Fundo.

· Medidas aprovadas em audiência pública devem melhorar RS-040.

· Quem não entregou a declaração do Imposto de renda vai pagar multa de 20%.
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Reinventando o tempo - Rudimar Barea

Reinventando o tempo

Rudimar Barea¹
     A corrida do dia-a-dia já se tornou um hábito, uma rotina. Quando encontramos um amigo na rua e perguntamos como vai? Em cada 10 pessoas no mínimo 07 responderão: “Correndo!” E se insistirmos na pergunta: pra onde? A resposta se assemelhará no seguinte sentido: “Atrás das coisas, do serviço, do estudo, não é fácil, é a vida! Sobra pouco tempo quando se quer ter alguma coisa”. Mas aí o diálogo deve parar pra evitar constrangimentos, pois, se quiséssemos continuar perguntaríamos; que coisas? E as respostas seriam variadas, desde pessoas que lutam por alguma doença ou problema familiar, até aquelas pessoas (a maioria) que buscam um status, um bem material, ou ‘qualquer coisa’ que possa satisfazer um desejo repentino e passageiro.
     Mas, e o que fazer então? Estamos errados em correr atrás do relógio para buscar ter as coisas ou resolver nossos problemas? O que fazer com o tempo que temos na vida? Talvez esta seja uma das perguntasmais difíceis de responder. E, com certeza em poucas palavras não se encontrará respostas. Muitos pensadores já escreveram sobre a problemática do tempo e a relação intrínseca que ele tem com a vida humana. Não é pra menos, pois o tempo define (em termos gerais) a idade de ser criança, a idade de ser jovem, de ser adulto, de ser idoso, ou, ainda se quiser o tempo de nascer, de brincar, de namorar, de casar, dentre tantas maneiras que o tempo está intimamente ligado as nossas vivências.
     Talvez a problematização mais coerente que podemos fazer neste momento é perguntar: O que estamos fazendo com o tempo que temos? O tempo que gasto no decorrer do meu dia empresta sentido significante para o que é essencial para minha vida? Se cada um que acompanhou este raciocínio até aqui, parou e pensou um pouco sobre as questões levantadas, este, encontrará respostas para saber o que está fazendo com o seu tempo na sua vida. Se estiver bem, ótimo, se não estiver tão bem,“reinvente o tempo”. Afinal, Emmanuel Levinas nos ensina que: “Agir é assumir um presente. O que não equivale a repetir que o presente é o atual, mas que o presente é, no murmurejar anônimo da existência, a aparição de um sujeito que está em luta contra essa existência [...] que a assume.” (1998, p. 35). Com efeito, quando puder renove seu tempo no presente que lhe pertence.

¹ Rudimar Barea: Mestre em Filosofia, professor no Centro de Ensino Superior Rio Grandense (CESURG).
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951 - 01 DE MAIO, SEG - DIA DO TRABALHADOR. TRABALHE MAS SEM AVAREZA


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O trabalho e a dignidade humana - Rudimar Barea

O trabalho e a dignidade humana


     “O trabalho dignifica o homem!” É comum ouvirmos essa frase; vamos refletir sobre a importância do trabalho na nossa vida e “questionar” esse ditado popular?

     Para começo de conversa vamos à etimologia da palavra “trabalho”: trabalho vem do Latim “TRIPALIUM” (três paus), que designava um instrumento de tortura, utilizado para subjugar os animais e forçar os escravos a aumentar a produção. Com o tempo essa designação passou para “TRAVAILLER” (palavra Francesca), que significa: “sofrer, sentir dor”, evoluindo depois para “Trabalhar Duro”. De qualquer forma, todas as origens citadas nos remetem a alguma dor ou sofrimento; e realmente trabalhar não é fácil, e, é por isso que os trabalhadores lutam para dignificar e melhorar as formas de trabalho.

     O mês de maio é um mês símbolo para o trabalhador. No dia 01 de maio somos provocados a lembrar que precisamos lutar por nossos direitos, assim como os milhares de trabalhadores foram às ruas na cidade industrializada de Chicago em 1886, reivindicando melhores condições de trabalho, entre elas: a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. No entanto, a memória do dia 01 de maio serve para lembrarmos-nos dos avanços conquistados, mas também saber que temos muito a avançar para a construção de uma sociedade mais humana, fraterna e igualitária, significa acabar com as formas de opressão, violência e escravidão.

     Não é possível aceitar que ainda existam formas de trabalho análogas à escravidão. Pergunte-se: Como estou no meu trabalho: Quais as condições de vida digna ele oferece para mim e para minha família, assim como para o convívio social?

     O ser humano não pode apenas ser parte do processo de produção, e sim; atores do desenvolvimento conforme afirma Mészáros. A dignidade é própria dos humanos, assim como o trabalho... Por isso não se trata de dignificar um e o outro. Essa conversa de que o trabalho dignifica o homem é para dizer que quem não trabalha [o vagabundo] é indigno, não é humano; uma conversa "burguesa" perversa, que exclui o ser humano da busca da sua própria dignidade.

     Precisamos “trabalhar”; carregar a “cruz” (três paus), “dignificar o trabalho” e assim “viver dignamente”. Sejamos todos/as atores/as da nossa história! E “viva” aos trabalhadores/as!

Rudimar Barea é Mestre em Filosofia, Professor do CESURG
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