sábado, 28 de junho de 2014

RS ainda tem ao menos 7 trechos de rodovias bloqueados devido à chuva

Ao menos sete pontos de rodovias estaduais gaúchas ainda estavam bloqueados devido à chuva que atinge o norte e o noroeste do Rio Grande do Sul desde por volta das 4h deste sábado (28), conforme informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM). Os maiores transtornos são registrados no acesso e na saída de Santa Catarina.
O Rio Uruguai é o mais afetado pelas cheias. Segundo balanço divulgado pela Defesa Civil, ainda na noite desta sexta (27), 52 municípios foram atingidos e 4,6 mil pessoas tiveram de deixar as residências, sendo 3 mil desalojados e 1,6 mil desabrigados.
No final da noite, a PRF e o CRBM informaram que oito trechos de rodovias haviam sido bloqueados pela chuva. Durante a madrugada deste sábado, no entanto, o CRBM informou que o tráfego no trecho da RSC-480 entre RSC-480 entre Erechim e Nonoai, que havia sido bloqueado, já estava liberado desde a tarde. O acúmulo de água no local havia alcançado o nível de uma ponte, e o local segue sendo monitorado por policiais militares.
Um dos pontos sem previsão para liberação é a ponte da BR-386, sobre o Rio Uruguai, em Iraí, no norte do estado. Um pilar da estrutura foi danificado em função da cheia gerada por temporais. O local é uma das principais ligações entre SC e o RS. Em alguns municípios por onde passa o Rio Uruguai, o nível já é o maior da história, superando a enchente de 1983, até então considerada a mais intensa.
Outra rota para SC sob interdição é uma ponte ferroviária utilizada por veículos em Marcelino Ramos. O ponto tem apenas uma faixa e seguirá interrompido até que haja condições mais seguras para a passagem de motoristas, informou o CRBM.
Na ERS-211, há dois trechos bloqueados: entre Erechim e Jacutinga, em função do alto nível de um rio, e entre Paulo Bento e Campinas do Sul. No segundo trecho, um grupo de estudantes que trafegava de ônibus pela estrada foi obrigado a passar a noite de quinta-feira (26) no veículo por causa da cheia do rio Erechim. Entre Maximiliano de Almeida e Erechim, uma estrada de chão estadual registra bloqueio na ponte sobre o Rio Ligeiro.
Outra rodovia federal afetada é a BR-153, onde o km 2 permanece totalmente bloqueado em Marcelino Ramos, sem previsão de liberação. A alternativa é usar a ERS-126 e a ERS-331, no mesmo município.
A forte chuva também interditou a ponte sobre o Rio das Antas, que liga Cotiporã a Bento Gonçalves, na Serra do estado. Segundo a Prefeitura de Cotiporã, foram registrados 100 milímetros de chuva na cidade desde o início da semana.
Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que Iraí recebeu quase 300 milímetros de chuva em três dias, o que corresponde ao dobro do normal para os 30 dias de junho. Ainda segundo o Inmet, da tarde da sexta até a tarde de sábado pode chover entre 50 e 100 milímetros.
Somente na segunda (30) a chuva deve parar no norte do Rio Grande do Sul. Em dois dias, choveu mais que a média para o mês inteiro na região.
Fonte: cenairmt
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"Está todo mundo chorando, apavorado, nervoso", diz moradora desabrigada em Iraí

Desde a quinta-feira, o Minuano CTG abriu as portas para receber famílias desabrigadas pela enchente em Iraí. Até o início da manhã desta sexta, seis famílias da zona afetada foram deslocadas à sede do centro de tradições,na Rua Eurico Kern, e de lá não devem sair tão cedo. As chuvas dos últimos dois dias fizeram o Rio Uruguai superar a marca dos 18 metros.
E mesmo sendo um problema relativamente corriqueiro na cidade, a enchente deste ano assustou moradores como a pensionista Maria Lugaresi, 62 anos. Em Iraí há mais de três décadas e desabrigada pela chuva desta semana, ela se lembra bem da enchente de 1983, considerada até então a maior da história do município, que fez o rio atingir a marca de 18,3 metros. Além desta semana, foi a única vez que ela teve que sair de casa por conta da invasão das águas.
Aquela enchente fez a família reconstruir a casa, também na Rua Eurico Kern, substituindo a madeira por material mais resistente e com uma distância maior do chão, para prevenir novos problemas.
Nesta sexta-feira, às 5h da manhã, após uma noite de resistência e de tentativa de ir salvando alguns pertences com ajuda da prefeitura, Maria precisou sair da residência levando pouco. Segundo ela, conseguiu tirar uma geladeira, o fogão, documentos e roupas da casa de três peças, que divide com dois filhos e o marido.
– É horrível. Todo mundo está chorando, apavorado, nervoso. A gente não dorme de nervoso – comentou.
Ela se assustou com a rapidez da elevação do rio, em comparação com 1983.
– Era bem menos chuva e levou mais tempo. Nesta vez, subiu muito rápido – compara.

CTG é um dos pontos que recebe desabrigados na cidade
Foto: Fernanco Sucolotti, Prefeitura de Iraí, divulgação
Recepção desagradável
Em Iraí há seis meses, Eulália da Silva, 64 anos, se mudou para ficar mais próxima do filho. Antes moradora de David Canabarro, nunca tinha passado pela situação. Ao meio-dia de quinta-feira, foi deslocada para o CTG após ver a água atingir "meio metro" do chão na casa comprada junto com o marido na Rua Adalberto Zeilmann. Conseguiram tirar um guarda-roupa, o fogão a gás e o fogão a lenha.
– Nunca, nunca, nunca tinha visto algo assim. Fizemos um empréstimo no banco para comprar essa casa para agora perder tudo – lamenta.
O filho de Eulália, Édson David da Silva, 27 anos, também precisou sair de casa. Em Iraí há dois anos, onde foi morar com a mulher e as duas filhas por conta do emprego em Chapecó, a surpresa com o nível das águas ocorreu quando retornou do trabalho, na madrugada de quinta-feira. Também conseguiram tirar poucas roupas e alguns móveis e foi buscar abrigo para a família na casa da sogra.
– Ficou cama, mesa, cadeiras, tudo, tudo. Tinha comprado tudo há pouco. Ainda estou pagando as prestações – comentou.
Mais chuva
A previsão do tempo não traz boas perspectivas para os moradores de Iraí. Asexta-feira será mais um dia de chuva em todas as regiões do Estado e os maiores acumulados devem ser registrados justamente no Norte. De acordo com a Somar Meteorologia, as precipitações devem dar uma trégua somente na segunda-feira, mas retornam ainda na quarta-feira.
Segundo balanço da manhã desta sexta, a Defesa Civil do município, o número de pessoas desalojadas ou desabrigadas pela chuva em Iraí já chega a 1,5 mil. As Ruas Paul Harris e Adalberto Zeilman, próximas ao Centro, são as mais afetadas.
O município, de aproximadamente 8 mil habitantes, enfrenta seguidamente problemas com a chuva, mas esta situação está sendo mais complicada.
– Em 1983 o rio demorou de quatro a cinco dias para chegar a esse nível. Agora foi em 24 horas, por isso foi mais difícil – comenta o responsável pelo vice-prefeito e responsável pela Defesa Civil da cidade, Edson Borges do Canto.
As famílias deslocadas para os abrigos estão recebendo assistência, como alimentação, colchões e roupas.
A chuva que atinge o território gaúcho ainda impede as travessias de balsa entre Brasil e Argentina. Em Porto Mauá, o trajeto está suspenso há um dia em função da enchente. No município, o nível do Rio Uruguai atingiu 17,05 metros e, se os temporais continuarem, essa pode ser a maior enchente da história na região. Aos argentinos, a alternativa é seguir viagem por Uruguaiana e São Borja.
Fonte: ZH
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Nível da água volta a subir e situação se agrava em Iraí

situação de Iraí, no norte do Estado, se agravou na manhã deste sábado, uma vez que o nível das águas que atingem moradias em diferentes pontos da cidade voltou a subir. Esta pode superar a maior enxurrada registrada até então, que foi em 1983.
O município é cercado por três rios: Uruguai, do Mel e da Várzea. As cheias em todos eles deixam a situação mais problemática. Até o fim da manhã, chovia fraco na região.
_ A chuva daqui não influencia tanto. O pior é a água que vem de Santa Catarina e do Paraná. O Rio Uruguai não está mais represando _ afirma o prefeito Volmir José Bielski.
O telefone da Defesa Civil não para de tocar: são pedidos de ajuda de pessoas que não conseguem sair de casa e de gente que precisa de mantimentos. Além das doações de colchões, cobertores e alimentos, caminhões e barcos auxiliam na retirada das áreas mais afetadas. Uma equipe do Exército, de Ijuí, ajudará no auxílio às vítimas da enchente.
Fonte: ZH
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Três Palmeiras - Carreta bitrem tomba na RS 324

Na tarde de hoje por volta das 16:00 horas uma carreta bitrem ,com placas LYP 1562 e dois semi-reboques placas MFI 7993 de Xanxere -SC , carregada com 57 toneladas de trigo em grão, que fazia o trajeto em direção a Trindade do Sul, ao fazer a curva próximo ao trevo da Vila Progresso em Três Palmeiras, na localidade conhecida com curva do Dama, acabou tombando sobre a lateral da pista despejando a carga ao largo da rodovia, o transito ficou parcialmente interrompido sendo que a Policia Rodoviária está orientando os motoristas até a chegada de um guincho para a retirada da mesma.
Felizmente o motorista teve apenas ferimentos leves.
Veja as imagens:










Fotos: Reportagem da Rádio Comunitária Liberdade de três Palmeiras
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Defesa Civil trabalha junto aos município no auxílio aos atingidos pelas fortes chuvas no Estado

A chuva intensa que cai há cinco dias no Rio Grande do Sul, acumulando 360 milímetros até o início da tarde desta sexta-feira (27), elevou o nível do Rio Uruguai a 18 metros acima do normal. O fato provocou inundações e enchentes no norte e noroeste do Estado. Os últimos dados registrados pela Defesa Civil estadual dão conta de que 45 municípios foram atingidos pelas chuvas, com 729 pessoas sendo encaminhadas para abrigos municipais. Outras 3.409 estão desalojadas, mas em casas de parentes ou amigos. Até o momento três municípios, Vicente Dutra, Erval Grande e Barão do Cotegipe, solicitaram ao Governo do Estado a homologação da situação de emergência.
De acordo com o chefe da Casa Militar, Oscar Luiz Moiano, que coordena o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil, o governo gaúcho, através dos alertas meteorológicos e do acompanhamento feito na Sala de Monitoramento - no Palácio Piratini -, preparou as equipes das regionais do órgão em Passo Fundo, Santo Ângelo e São Luiz Gonzaga, para que junto com os municípios envolvidos estejam capacitados para enfrentar as ocorrências. “As Regionais estão em campo, acompanhando passo a passo, ajudando os municípios a socorrer as pessoas”.
Moiano lembrou que as ações do Estado na área são construídas pela ótica do trabalho preventivo. “Nós tínhamos previsão do que estava por acontecer. São locais recorrentes, tanto que estive em Brasília para uma reunião com a Defesa Civil Nacional e programar essa ação, antes dela ocorrer”, explicou Moiano. No encontro ficou acertado a liberação prévia de 800 kits de dormitório, 9 mil kits de higiene e quatro mil kits de limpeza, que serão liberados na medida das necessidades.
"Contamos também com a solidariedade do povo gaúcho, com os donativos de colchões, cobertores, material de higiene e limpeza, inclusive alimentos para ajudar os municípios no atendimento dessas pessoas. As doações podem ser feitas através da Campanha do Agasalho, na Central de Doações do Centro Administrativo do Estado”.
Prevenção
Desde 2012 o Governo do Estado vem treinando preventivamente os municípios para o enfrentamento de catástrofes naturais. O trabalho prevê a montagem e gestão de abrigos. Foram realizados 15 simulados no interior do Rio Grande do Sul, sendo que um deles foi um exercício internacional envolvendo a fronteira com o Uruguai, em Livramento/Rivera. "Hoje a gente vê os resultados, comprovados pelo fato de não termos vítimas. As pessoas já sabem como agir a partir dos primeiros alertas", completou Moiano.
Municípios atingidos
Os municípios do Norte e Noroeste foram os principais atingidos pela enchente, especialmente na divisa com Santa Catarina. O fator determinante foram as cheias do Rio Uruguai. São eles: Iraí, Cruzaltense, Barão do Cotegipe, Getulio Vargas, Erechim, Erval Grande, Marcelino Ramos, Barra do Rio Azul, Maximiliano de Almeida, Ponte Preta, Nonoai, Viadutos, Caiçara, Campo Novo, Tenente Portela, Jaboticaba, Palmitinho, Pinheirinho do Vale, Cristal do Sul, Cerro Grande, Novo Tiradentes, Alpestre, Barra do Guarita, Vicente Dutra, Nova Candelária, Três de Maio, Novo Machado, Porto Vera Cruz, Porto Mauá, Unistalda, Áurea e São Borja.
Previsão
Há perspectiva de chuva até segunda-feira (30) e alertas também para a região dos vales, em função do escoamento das águas devido às características geográficas do Estado. Problemas podem ocorrer nos vales do Caí, Taquari, Sinos e Paranhana.
Texto: Anamaria Bessil Pires
Central do Interior
Diretoria de Jornalismo/SECOM
51 - 3213 0728
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Estado reúne prefeitos e avalia estragos causados pelas enchentes em 45 municípios

Para levar o auxílio do Governo do Estado aos municípios das regiões Noroeste e Norte do Rio Grande do Sul atingidos pelas fortes chuvas dos últimos dias, o secretário estadual do Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas, Jorge Branco, e o secretário-chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Oscar Luis Moiano, reúnem-se com prefeitos e representantes dos 45 municípios atingidos na manhã deste sábado (28), às 11h, na prefeitura de Frederico Westphalen.
A agenda segue determinação do governador Tarso Genro que monitora a situação e orienta as ações de recuperação dos municípios. Segundo a Defesa Civil, que já está com equipes na região prestando auxílio às famílias, são 3.409 desalojados e 729 desabrigados. Em dois dias, choveu mais que a média para o mês inteiro na região. Até o final da tarde desta sexta-feira (27), 45 municípios haviam registrado estragos.
O executivo estadual entrou em contato com as prefeituras e está acompanhando as cidades atingidas pela chuva intensa, com acumulados significativos na região Norte. Os municípios de Vicente Dutra, Barão do Cotegipe e Erval Grande já enviaram a solicitação de homologação do decreto de situação de emergência para o Estado.
Serviço
O quê: Reunião do Governo do Estado com os municípios atingidos pelas chuvas
Local: Prefeitura de Frederico Westphalen – Rua José Canellas, 258 – Centro
Horário: 11h
Data: 28/06
Contato: (51) 8012-9720 – Fernanda Dreier (assessora de imprensa – Secretaria de Estado do Gabinete dos Prefeitos e Relações Federativas)
Texto: Lisandro Paim
Luciane Moura
Central do Interior
Diretoria de Jornalismo
Secretaria de Comunicação do RS
(051) 3213.0732 e Cel. (55)9129.4205
Twitter: @interiorRS
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Goi0 Êm - Ponte que faz ligação entre Nonoai-RS e Chapecó-SC é interditada por tempo indeterminado

A poucos minutos houve a visita do perito da DAER - RS e a ponte que liga Nonoai-RS à Chapecó-SC está interditada por tempo indeterminado. Engenheiros de Porto Alegre-RS estão à caminho para uma maior avaliação.
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Iraí - decreta calamidade pública e segue com ponte bloqueada

Mais de 1,3 mil pessoas seguem fora de casa em Iraí, no Norte do Rio Grande do Sul, onde a chuva forte dos últimos dias causou cheias nos rios Uruguai e do Mel. A prefeitura do município decretou estado de calamidade pública. De acordo com a Defesa Civil, pelo menos 400 pessoas estão desabrigadas e 900 desalojadas. Na manhã deste sábado (28), uma nova vistoria na ponte que liga a cidade a Santa Catarina descartou a liberação do trecho.
Por volta das 10h, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) concluiu a vistoria na ponte, que teve a estrutura danificada em razão da chuva. O local seguirá interditado por tempo indeterminado, até que o nível da água baixe. O bloqueio vale inclusive para pedestres.Segundo a Defesa Civil, o nível do Rio Uruguai está 17 metros acima do normal. Já de acordo com a empresa que cuida da obra na ponte, o nível do rio está 19 metros acima do nível normal.

O caminhoneiro Selmo Furlaneto, que mora há 15 quilômetros de Iraí, queria passar a pé pela ponte, mas foi impedido. Ele deixou o caminhão em um posto de gasolina. "Vou esperar para poder passar", afirma.
Mais de 4,6 mil pessoas amanheceram fora de casa no Rio Grande do Sul na manhã deste sábado (28), devido à chuva, segundo balanço divulgado às 7h pela Defesa Civil. Os números não tiveram modificação em relação ao levantamento do fim da tarde de sexta (27). No total, 3.066 moradores da região amanheceram desalojados, enquanto 1.609 estão desabrigados. O Rio Uruguai é o mais afetado pelas cheias.
Em Porto Mauá, na Região Noroeste, o Rio Uruguai estava com 18 metros na tarde de sexta (27) e na manhã deste sábado as réguas marcavam 19,5, de acordo com a prefeitura do município. Segundo a Defesa Civil, 183 estão desabrigados e 40 desalojados.
A previsão do tempo para domingo é que a chuva continue, mas perca força. Pela manhã de domingo vai chover sobre todo o Rio Grande do Sul sendo que as pancadas vêm com maior intensidade na região central do estado. A partir da tarde de domingo a chuva começa a perder força e se concentra em todo o centro e leste gaúcho.
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GOIO ÊN - Situação continua caótica na divisa de Santa Catarina

Veja imagens atualizadas da Ponte que liga os dois estados.









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Estragos em Arvoredo foram menores do que o esperado

Arvoredo – Alívio para os moradores da cidade de Arvoredo. De acordo com o coordenador regional da Defesa Civil, Luciano Peri, as águas do Rio Irani, que atravessa o município, subiu apenas 60 centímetros, valor abaixo do que foi projetado durante a tarde de sexta-feira (27). A possibilidade era iminente após o rompimento da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Vacaro, em Ponte Serrada, que era de 1,5 metro. A onda de cheia chegou no município por volta das 2 horas da madrugada.
“A distância entre os municípios, a sinuosidade do percurso do rio e o impacto da água em outras três PCHs contribuíram para reduzir a velocidade da água. Durante o trajeto, a água se espalhou pela margem e o volume também foi reduzido”, explicou o coordenador.
O secretário Estadual da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli está na cidade de Arvoredo deste o final da tarde de sexta-feira (27) e explicou que as medidas de evacuação, de 27 famílias e 23 estabelecimentos comerciais localizados em áreas consideradas de risco, foi uma medida tomada prevendo o pior cenário possível. “O maior medo da Defesa Civil era que o nível da barragem que rompeu em Ponte Serrada, mais o grande volume de chuvas e a água acumulada das três barragens seguintes pudesse se deslocar para o município de Arvoredo”, explicou.
Moratelli destacou que a construção de concreto das barragens no Rio Irani conseguiu conter boa parte do
volume de água e o nível do rio subiu menos do que a expectativa no município de Arvoredo. “Agora estamos orientando e liberando as famílias para que retornem para suas casas”, disse.
Trabalho em conjunto Peri destacou que o auxilio das empresas privadas proprietárias das PCHs, construídas ao longo do Rio Irani, foi fundamental para monitorar a situação e evitar que maiores estragos fossem registrados. “A cada hora eles nos repassavam dados do monitoramento feito nas unidades. Orientamos que, por segurança, após cada avaliação eles deixassem o local. Foi uma ajuda fundamental”, destacou.
RedeComSC com informações da Defesa Civil
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