sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Loja Mobiliar Móveis,Feicat 2013

A proprietária da Loja Mobiliar Móveis ,Fernanda Caus, fala sobre a expetativa  da 9° Feicat, que acontece entre os dias 18,19 e 20 de outubro de 2013, Feira da Indústria, Comercio e Agropecuária de Três Palmeiras.
Confira o áudio:


Fotos e reportagem: Alcione
Texto e postagem: Elisete Bohrer

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FEICAT 2013, DIAS 18, 19 E 20 DE OUTUBRO

EMPRESAS QUE JÁ CONFIRMARAM PRESENÇA.
Ao clicar sobre a o nome da empresa você será direcionado a entrevista concedida a reportagem da Rádio Comunitária Liberdade FM.

           NOME DA EMPRESA EXPOSITORA                                                REPRESENTANTE

ESPAÇO DA MODA
IVANIR BOZA
CASA PARA TODOS
ROSEMERI DOS SANTOS BONIATI
OLINTO SANTIN
ADÍLIO SCHMITT PEREIRA
CIMENTRÊS
VITOR HUGO PIERI
INJETEC
DARLAN POSSA
COMERCIAL SCARIOT
SALETE SCARIOT
CASSIANO TOCOLINI
NC CONFECÇÕES
NILCÉIA BARBOZAA ZAPANI
SIDEMAR DE OLIVEIRA
F. DE CARLI
ETELVINO DECARLI
MIX UTILIDADES
CLEIVA TEREZINHA MARTINELLI
RUDIBERD
BANCO DO BRASIL
FABIO GOTTMANNSHAUSEN
IMOBIL BILHARES
EDENIR BUENO
ROSECLER DE OLIVEIRA BUFFON
FLORICULTURA IVETE
IVETE FÁTIMA SAÚGO
ELOIDEMAR GUILHERME
GLOSS
HELENA SEGALLA BARBIERI
COURO SÓ
TERESINHA CHIAMENTTI
COMERCIAL GRANDO
ADELAR GRANDO
IONE MARIA PERUCHINI
FERNANDA MARIA CAUS
DIFERENCE MODAS
ROSILEI BOSA
INFO SERVICE
ADRIANO
GLADIS FÁTIMA PINTO
EXCLUSIVA MODAS
CATIANE REGINA CASAL
ALEXANDRE TONELLO
SCARIOT AGRONEGÓCIOS
SANDI
ESTILO ÚNICO
SALETE DIAS
VINÍCOLA ANTÔNIO DIAS
SILVANIO ANTÔNIO DIAS
KIKA DECORAÇÕES
APARECIDA SPANNER
LEONILDO MARCON
FABINHO TINTAS
FABIANO NAISINGER
EKO 7 COLCHÕES
ALVADIR
CLIMAGEROM
GEAN
CURSO DE INGLÊS
ADAIANE SCHNEIDER
LA VITTA COLCHÕES
JONATAN
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RS tem maior alta da produção industrial no País.

Crescimento foi de 13,8% em julho de 2013, indica IBGE

Com elevação de 13,8%, a produção industrial do Rio Grande do Sul teve a maior alta entre os 14 estados pesquisados em um ano, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O resultado se refere a julho de 2013 se comparado ao mesmo período do ano passado.

Entre junho e julho de 2013, a taxa recuou em 9 locais. No Estado, também houve queda no período, de 0,4%. A média nacional de baixa na indústria regional foi de 2%. Na comparação com julho de 2012, houve avanço de 2%, com alta verificada em 12 dos 14 locais pesquisados.

A produção industrial na Bahia também foi destaque em um ano, com alta de 13,4%. As únicas quedas na comparação com julho de 2012 foram registradas em Minas Gerais (-1,3%) e no Espírito Santo (-4,6%).

As quedas mais acentuadas no mês passado foram em São Paulo, de 4,1%, e Pernambuco, com recuo de 2,3%. O Pará e o Paraná apresentaram avanços de 3% e de 1,9% respectivamente.

Já no acumulado de 2013, segundo a pesquisa do IBGE, 11 locais tiveram expansão na produção, com média nacional de 2%. Os destaques são Bahia (7%) e Rio Grande do Sul (6%). Segundo o IBGE, nessas regiões, as altas estão associadas ao aumento na fabricação de bens de capital e de bens de consumo duráveis, além da maior produção dos setores de refino de petróleo e produção de álcool.

Fonte: AE
Postado por:Elisete Bohrer
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Informativo da Crehnor.



Fonte: Jorge André Rogerio
Postado por: Elisete Bohrer
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Jornal da Liberdade edição do dia 06 de setembro de 2013.

Alcione

Postado por:Elisete Bohrer
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No Dia do Sexo, pesquisas mostram que tecnologia ajuda e atrapalha as relações

Em um dos estudos, nos Estados Unidos, 9% das pessoas disseram usar o celular durante o sexo.


Dia do Sexo é celebrado nesta sexta-feira. O tema, que provoca debates que vão da brincadeira ao tabu, ganha uma visão curiosa e até hilária pelo olhar da ciência e da tecnologia. Se "não há limites entre quatros paredes", cientistas e sexólogos ignoram barreiras para tentar entender as relações. 

Enquanto algumas pesquisas dizem que o sexo deixa as pessoas mais inteligentes, outras vão além. Afirmam que orgasmo previne doenças e que mulheres ficam mais excitadas na primavera. Há, ainda, estudos que associam sexo e tecnologia. Em um deles, nos Estados Unidos, 9% dos entrevistados disseram usar o celular durante o sexo. 

Confira a seguir outros dados curiosos: 

Da balada à internet 

Estudo divulgado pela revista Shape and Men’s Fitness revelou que 80% das mulheres e 58% dos homens admitiram ter fisgado alguém na rede, e que as pessoas se sentem mais íntimas quando trocam mensagens de texto. 

Telefone à mão 
Nos EUA, o Instituto Jumio constatou que 9% dos entrevistados usam o celular durante o sexo, até mesmo para ver a previsão do tempo. 

Muito post, pouco sexo 
A Universidade de Chicago descobriu que muitas pessoas preferem postar no Facebook a fazer sexo nos Estados Unidos. Na Nova Zelândia, porém, estudo da Universidade de Canterbury apontou exatamente o contrário.

Prazer por chocolate 
Pesquisa da empresa de internet Lumison apontou que sete em cada 10 britânicos admitem trocar o sexo pelo telefone, uma barra de chocolate ou por uma bebida. 

Amizade colorida 
A universidade de Boise State, nos Estados Unidos, revelou que em 76% dos casos em que amigos têm relações sexuais, a amizade fica fortalecida.

No embalo dos sonhos 
Pesquisa da Universidade de São Paulo entrevistou 8,2 mil pessoas em 10 cidades e concluiu que os brasileiros mais pensam do que fazem sexo. Na prática, três vezes por semana. Ao sonhar, durante o sono, a média dobra. 

Quando prazer é risco 
Pesquisa da Universidade do Estado de Ohio, nos EUA, descobriu que o sexo oral causa mais câncer do que cigarro e bebida. Culpa da transmissão do vírus HPV, principal causa da doença em quem tem menos de 50 anos. 

Menos apelido, mais ação 
Chuchu? Amorzinho? Nem pensar! Estudo do Núcleo de Pesquisa da América Latina sugere que chamar o parceiro por apelidos na cama pode diminuir em até 78% o número de relações entre os casais, principalmente se atribuir nome diminutivo ao pênis. 

Gozando de boa saúde 
Pesquisa da Universidade de Rutgers, nos EUA, mostrou que o orgasmo ativa a atividade cerebral que se propaga pela região responsável pelas emoções. Isso faz com que os níveis de oxigênio se elevem, o que traz benefícios para todo o organismo.

Fonte : ZERO HORA

Postado por:Elisete Bohrer
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Regulação da propaganda de bebidas e alimentos: relação conflituosa entre economia e saúde

alimentação
Professora-pesquisadora da EPSJV analisa matéria sobre campanha de conscientização pública contra o excesso de açúcar em refrigerantes no México, país onde a diabetes e a obesidade são problemas sérios de saúde pública.
Guerra contra refrigerantes ameaça Coca-Cola no México
Por: Amy Guthrie
(The Wall Street Journal, 29 de agosto de 2013)
A batalha contra os refrigerantes açucarados, salientada na tentativa fracassada do prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, de proibir refrigerantes grandes, se espalhou agora para o México, há muito um dos principais mercados da Coca-Cola Co.
Durante essa temporada de verão no hemisfério norte, uma campanha de conscientização pública espalhou anúncios por ônibus e outdoors pela Cidade do México, mostrando uma pilha com 12 colheres cheias de açúcar ao lado de uma garrafa de 600 mililitros de refrigerante. Os anúncios perguntam: “Você comeria 12 colheres de açúcar? Por que você bebe refrigerante?”. (Leia a matéria na íntegra )
ANÁLISE
Por Ana Beatriz de Noronha, professora-pesquisadora da EPSJV/Fiocruz
Essa matéria trata de uma grande variedade de temas de interesse da saúde, abordando questões nutricionais e de insegurança alimentar, a relação entre obesidade e diabetes, e até mesmo alguns aspectos interessantes que reforçam a necessidade de se regular a propaganda de alimentos e bebidas, ambos os produtos sujeitos à vigilância sanitária. O texto, no entanto, não fala apenas sobre saúde, ele mostra, em várias passagens, que a relação entre economia e saúde é quase sempre conflituosa e que, geralmente, a grande perdedora nessa batalha é a saúde. O título da matéria – ‘Guerra contra refrigerantes ameaça Coca-Cola no México’ – é bastante alarmante e um pouco exagerado, uma vez que ainda estamos muito longe de, em nome da saúde e do respeito à vida, conseguir abalar o poder que a indústria de alimentos e bebidas detém.
Para entender o problema
O relatório ‘O estado dos alimentos e da agricultura – 2013: sistemas alimentares para melhoria da nutrição’, lançado recentemente pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), afirma que 32,8% dos mexicanos estão obesos e que o país ultrapassou os Estados Unidos na prevalência de obesidade. Mas isso não é tudo: o mesmo documento diz que 70% da população mexicana apresenta sobrepeso. E, se em 1988, a obesidade atingia menos de 10% dos mexicanos, hoje o quadro se transformou num enorme problema de saúde pública.
As causas para esse crescimento acelerado dos casos de obesidade são inúmeras e é realmente impossível, como afirma, na matéria, o diretor da associação de engarrafadores de refrigerantes do México, Emilio Herrera, “apontar um único produto como causa desse problema”. O relatório da FAO, no entanto, afirma que não há dúvidas de que o resultado alcançado pelo país se deve à adoção, pela população sedentária, de uma dieta baseada em bebidas açucaradas, alimentos industrializados e fast food, em detrimento do consumo diário de grãos e vegetais frescos.  O relatório também ressalta o fato de o México ter que lutar contra a obesidade ao mesmo tempo em que ainda necessita combater a fome e a desnutrição, causada muitas vezes pela ingestão de uma dieta pobre em micronutrientes, especialmente entre a população mais pobre e os jovens.
Segundo a FAO, as causas imediatas da má nutrição – desnutrição, carências de nutrientes, sobrepeso e obesidade – são complexas e multidimensionais. Elas envolvem, entre outras coisas, a indisponibilidade de uma quantidade suficiente de alimentos inócuos, variados e nutritivos, ou a falta de acesso a eles; a falta de acesso à agua potável, ao saneamento e à atenção sanitária; ou ainda a alimentação inapropriada de crianças e adultos. Por outro lado, as causas fundamentais da má nutrição são ainda mais complexas, como aponta o relatório, estando relacionadas a questões econômicas, sociais, políticas, culturais e físicas mais amplas.
O enfrentamento eficaz das questões ligadas à má nutrição depende, portanto, de medidas integradas e intervenções que envolvem a agricultura e o sistema alimentar em geral, a saúde pública e a educação. Além disso, é necessário apoio político de alto nível que permita coordenar a atuação dos diferentes setores.
O que a matéria em questão classifica como uma “guerra contra os refrigerantes” são apenas algumas medidas propostas pelo governo e pela sociedade mexicana no âmbito da chamada “Estratégia Nacional para a Prevenção e o Combate à Obesidade e ao Diabetes”, cujo objetivo é permitir que o país reverta uma situação que resulta em custos econômicos e sociais inaceitáveis.
É interessante observar que a possibilidade de se impor um imposto sobre os refrigerantes açucarados, vinculando o uso dos recursos obtidos ao aumento do acesso da população, especialmente dos mais pobres, à água potável parece ser bastante coerente, já que isso é condição fundamental para a construção de um contexto de segurança alimentar no país.  O problema, como reclamam as associações de consumidores do México, é que as indústrias também foram chamadas para participar desse processo regulatório e que “não se pode esperar que uma regulação acordada com a indústria seja efetiva”. “A Estratégia Nacional contra a Obesidade deve estar livre de conflito de interesses”, justificam os ativistas (leia mais em: Por interferencia de empresas peligra estrategia antiobesidad ).
Regulação da propaganda: um eterno tabu
Para serem considerados saudáveis, os alimentos devem, entre outras coisas, ser naturais e ter alto valor nutritivo, ou seja, devem fornecer ao nosso organismo, ao menos alguns dos nutrientes necessários à manutenção da nossa saúde: proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais. Pela rotulagem nutricional da Coca-Cola, no entanto, fica claro que a bebida só fornece aos seus consumidores os carboidratos vindos do açúcar, não tendo, portanto, nenhum valor nutritivo. Uma latinha da bebida (350ml) fornece ao nosso corpo quase 150 calorias “vazias”, muitas substâncias artificiais e mais nada, o que faz cair no ridículo a afirmação da porta voz da empresa no México, de que a companhia só fabrica produtos saudáveis.
A campanha publicitária, ou como preferem os especialistas no assunto “estratégia de marketing”, que no Brasil levou o nome de ‘Energia Positiva’ e que no México foi lançada com o slogan “149 calorías de felicidad”, busca associar o consumo de refrigerante a uma vida ativa e saudável, o que parece ser uma grande contradição. Isso ainda se torna pior quando a empresa alega assumir um compromisso com a informação nutricional transparente e com o marketing responsável para crianças. No México, a campanha da Coca-Cola foi duramente criticada (veja em ‘Crónica de una campaña engañosa’) e esteve prestes a ser tirada do ar, quando a empresa teria deliberadamente encerrado sua veiculação, a fim de evitar o efeito negativo de uma possível proibição.
Isso aconteceu com a Coca-Cola no México, mas o fato é que, cada vez mais, no mundo todo, as empresas de bebidas e alimentos considerados não saudáveis buscam associar sua imagem às questões de saúde, ecologia e sustentabilidade, sem que quase nada possa ser feito pelas autoridades sanitárias. Qualquer tentativa de se regular a propaganda do setor esbarra no uso equivocado da defesa da “liberdade de expressão” e do “direito à informação”, como mostra a fala do presidente da subsidiária da Coca-Cola no México, Francisco Crespo: “Somos transparentes com os consumidores e oferecemos informações claras e completas sobre as nossas bebidas, então eles podem tomar decisões conscientes”.
Os fabricantes de refrigerantes alegam ter a seu favor a inexistência de provas científicas que comprovem a relação direta entre o consumo dessas bebidas e a obesidade e o diabetes (veja ‘O uso de refrigerantes e a saúde humana‘). O caso é que também não há estudo que comprove algum benefício da ingestão dessas bebidas por adultos ou crianças e muitos chegam a mostrar indícios de prováveis malefícios. Sendo assim, cabe perguntar se não seria adequado basear futuras discussões sobre esse tema no chamado Princípio da Precaução, segundo o qual a ausência da certeza científica formal sobre a existência de risco de um dano sério ou irreversível à vida requer a implementação de medidas que possam prever este dano. Proposto formalmente na Conferência RIO 92, o Princípio da Precaução tem uma clara e decisiva utilização na Bioética pode ser entendido como uma garantia contra os riscos potenciais que, de acordo com o estado atual do conhecimento, não podem ser ainda identificados.
Análise socializada pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) e publicada pelo EcoDebate, 06/09/2013
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Brasil fará o primeiro leilão de energia solar do país em novembro

energia solar
O Brasil fará seu primeiro leilão público de energia com a participação de fontes solares no dia 18 de novembro. São 119 projetos, distribuídos em nove estados, sendo 109 fotovoltaicos, para a produção de energia elétrica com base em painéis conversores, e 10 heliotérmicos, que aproveitam a energia térmica da luz solar para a produção de eletricidade.
O total chega a 2.729 megawatts (MW) fotovoltaicos e 290 MW heliotérmicos. O leilão é do tipo A3, que prevê a entrega da energia em até três anos após a oferta. Os dados foram divulgados hoje (5) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
O maior número de projetos ofertados está na Bahia, com 72 projetos fotovoltaicos, totalizando 1.754 MW, e oito heliotérmicos, com 240 MW. Em segundo lugar, aparece Minas Gerais, com 11 projetos fotovoltaicos, correspondentes a 325 MW. Logo em seguida, está a Paraíba, com nove projetos fotovoltaicos (254 MW) e dois projetos heliotérmicos (50 MW).
Além de fontes solares, o leilão também receberá ofertas de outras fontes energéticas, totalizando 784 projetos, correspondentes a 19.413 MW. O destaque fica com a energia eólica, que aproveita a força dos ventos para a geração de eletricidade, com 629 projetos e 15.042 MW.
O estado com o maior número de projetos eólicos é a Bahia, com 199 projetos, totalizando 4.728 MW; seguido pelo Rio Grande do Sul, com 170 projetos e 3.837 MW; Rio Grande do Norte (119 projetos e 2.820 MW); Ceará (66 projetos e 1.539 MW); e Piauí (40 projetos e 1.131 MW). Outros quatro estados vão oferecer projetos eólicos, mas de menor capacidade.
Também participarão do leilão 15 termelétricas a biomassa, totalizando 504 MW, sendo a maior parte em São Paulo, com 10 projetos e oferta de 346 MW. Haverá ainda oferta de dois projetos de termelétricas a gás natural (469 MW), 16 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) (295 MW), uma hidrelétrica (45 MW) e duas termelétricas a biogás (39 MW). Outras informações podem ser acessadas na página da EPE (www.epe.gov.br).
Edição: Davi Oliveira
Reportagem de Vladimir Platonow, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 06/09/2013
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O consumo desenfreado é incompatível com a sustentabilidade, artigo de Raimundo Nonato Brabo Alves

'comendo' o planeta 
É uma falácia pensar em desenvolvimento sustentável, quando governos só buscam “crescimento anual” tendo como principal indicador o Produto Interno Bruto enquanto a sociedade continua ávida por consumo

[EcoDebate] A sociedade vive a verdadeira hipocrisia do “desenvolvimento sustentável”. São manifestações diárias em todos os lugares. Conferências pra cá, conferências pra lá. A última vitrine foi a Rio + 20, conferência que reuniu lideres das potências econômicas do mundo no Brasil. Divulgava-se que a discussão da reunião oficial deveria respaldar-se no tripé econômico, social e ambiental, tripé esse contestado pelos ambientalistas, que segundo seus argumentos, serviria como pano de fundo dos países desenvolvidos para desviar a atenção da discussão do problema que realmente interessa: as mudanças climáticas.
Nos momentos que antecedem uma conferência desse porte, o que vem como tema mais angustiante é a avaliação do passivo ambiental, isto é, do quanto se prometeu executar durante a realização da Eco 92, a primeira destas conferências, e do quanto se deixou de realizar até o presente. E o balanço é sempre significativamente negativo. Quase nada do que os governos assumiram ha 20 anos como compromisso em suas agendas saiu do papel. E olha que essas agendas quando referendadas, já saem contestada pela sociedade civil e as ONGs que realizam sempre uma conferência paralela não oficial, mesmo não tendo efeito deliberativo.
Na verdade espera-se muito dessas lideranças em relação às atitudes que devem ser tomadas, frente às medidas políticas e econômicas para mitigar os problemas que afetam o meio ambiente. Espera-se muito de lideranças que – com exceções – chegaram ao poder financiadas exatamente por grandes grupos econômicos, cujos interesses são muito mais o lucro imediato que as causas ambientais. Então as atitudes se materializam muito mais em um jogo de marketing para justificar um pseudo interesse, que realmente na condição política de colocar em prática as medidas necessárias.
Não creio que mudanças ocorram enquanto a sociedade civil delegar apenas aos governantes a responsabilidade da aplicação das medidas necessárias. É contraditório exigir dos governos atitudes politicamente corretas, quando a sociedade caminha na contramão do desenvolvimento sustentável, alimentando um mercado como consumidores compulsivos. Como discutir sustentabilidade se governos – regra geral – buscam crescimento econômico anual e a sociedade é ávida por consumo.
O homem “moderno” já nasce com um passivo ambiental de fazer inveja a uma criança do século XIX. Antes mesmo de nascer o consumo já se concretiza com a preparação de um enxoval – necessário mais para satisfazer a vaidade dos pais, que as necessidades do bebê – que inclui berço dos mais simples aos mais sofisticados, protetor de berço feito de tecidos e plásticos, cortinados, roupinhas, algumas não usadas e outras usadas uma única vez,  sapatinhos, mamadeiras, banheiras, carrinhos de passeio, brinquedos, chiqueirinho, andajá, enfim uma parafernália de tecidos e plásticos que ao final de alguns meses não tem mais serventia. Um verdadeiro “batismo” para o consumismo.
A criança cresce e o consumo cresce junto. São roupas, sapatos, brinquedos, tudo da grife da moda. Tanto consumo que para satisfação dos pais a parafernália de brinquedos e roupas não cabe nas dependências em que as crianças dormem. Tão logo as crianças dominem a linguagem escrita começa o consumo de eletrônicos. São celulares seguido de celulares, notebooks, netbooks, tabletes, videogames, TV LCD, outros. Mais o consumo de cosméticos, pois as crianças de hoje são diferentes, necessitam maquiar suas belezas ingênuas, pela imitação da garota propaganda da televisão.
Na escola a criança manifesta seu “poder econômico” pelo celular ou netbook que exibe, pela mochila de seu “herói” preferido, pela maquiagem, pela lancheira e pelo lanche que consome, pelo modelo e ano do carro do papai que o leva para a escola. Os livros que antes eram reutilizáveis, hoje só servem para um ano. A mochila que a criança carrega é estufada por tantos livros e material que chega a prejudicar sua coluna vertebral. Há exigência de uniformes para as aulas normais e uniformes para aulas de atividade físicas. A lista de materiais “didáticos” é interminável e não se sabe em que atividades as crianças consomem tanto material.
Hoje, se a família dispõe de recursos, quando o adolescente ingressa no curso superior recebe de presente dos pais o primeiro carro, que passa a ser atualizado anualmente, sempre por um modelo mais possante. Nesta fase desponta outro mercado de consumo. De roupas e tênis de grife, pois o jovem “moderno” não pode de ser diferente de sua tribo quando for as baladas da noite. Para o lazer vem a prancha de surfe, a motonáutica, o parapendi e muitos outros esportes da moda.
As famílias de hoje renovam suas casas em finais de anos alternados. No passado geladeiras, fogões eram feitos para durar até dezenas de anos. Hoje os eletrodomésticos da “linha branca” são quase descartáveis. No ramo da informática a reposição é ainda mais drástica. A obsolescência da tecnologia ocorre a cada três meses com o lançamento de um novo modelo e o descarte em média ocorre em um ano. As famílias de melhor poder aquisitivo para manter o carro atualizado trocam-no pelo modelo do ano. O estímulo ao consumo torna-se oficial com a redução de impostos, pois o argumento é de que a economia deve estar sempre em crescimento. Referências foram feitas as famílias que dispõem de poder aquisitivo. Paradoxalmente no outro extremo a realidade é cruel. Muitas famílias sem teto, sem alimentos, sem escolas, sem hospitais e milhões de crianças vítimas da mortalidade infantil.
Nas cidades o crescimento desordenado inviabiliza o planejamento da logística de transporte. O deslocamento longitudinal (centro e periferia), predominante na maioria das grandes cidades provoca um verdadeiro caos no trânsito. Ônibus se deslocam lotados até o centro e retornam vazios nos horários de início de trabalho e escola. No término do expediente a situação se inverte. Enquanto isso engarrafamentos quilométricos são provocados por veículos particulares, transportando apenas o condutor, deslocando-se a média de 2 km por hora. Não há ciclovias para estimular o transporte mais sustentável. É um desperdício colossal de energia e tempo. No final do ano os indicadores que marcam o “crescimento da economia” é o recorde de venda de automóveis em detrimento do aumento da logística de transportes coletivos.
Os estados para continuarem crescendo fazem investimento em infraestrutura e moradia a fim de gerar emprego e renda. Enquanto verdadeiras cidades fantasmas ocupam o litoral brasileiro, com residências de praias ocupadas eventualmente uma a duas vezes por ano. O governo federal tem necessidade de investir em logística para produção de mais energia a fim de manter o “crescimento”, em hidrelétricas, termoelétrica, centrais eólicas e outros, pois não há atividade econômica sem energia disponível. Muitas dessas obras são realizadas sem levar em conta os verdadeiros impactos ambientais que provocam.
Fala-se com ênfase em reciclagem. A moda pegou com tanta magnitude que a China transformou-se no maior centro de reciclagem do mundo. Neste país o lixo de quase todo o mundo é transformado em novos produtos, promovendo o sonho de consumo de novos poluidores em diferentes mercados do planeta, com toneladas de produtos pirateados e contrabandeados. Desconsidera-se que na reciclagem, alguns processos consomem mais energia que na produção de primeiro ciclo. Configura-se aqui o ciclo do pecado e da penitência, em que as grandes corporações fazem suas jogadas de marketing para enganar a opinião pública com suas “políticas de sustentabilidade”.
No mundo todo se desestabiliza a pequena produção de alimentos, aquela que nas feiras livres comercializa seus produtos diretamente com os consumidores e é responsável pelo abastecimento de mais de 70% do mercado. Em todas as regiões do mundo a expansão do “agronegócio” expulsa agricultores familiares rumo à periferia das cidades, provocando êxodo permanente que impossibilita as prefeituras de concluírem seus planejamentos anuais sempre deficitários.  Crescentes problemas de saneamento, energia elétrica, saúde pública e moradia são os grandes desafios dos governos municipais em todo o país.
O “agronegócio” ocupando o espaço geográfico necessita de mais tratores, implementos, fertilizantes, corretivos, combustíveis, insumos altamente dependentes de energia na sua produção. A logística de distribuição de alimentos com este modelo é de desperdício de energia. O queijo parmesão produzido no Pará é triturado em São Paulo, recebe uma marca e código de barra e retorna aos supermercados de Belém. A madeira serrada no interior do Pará vai a Santa Catarina, transforma-se em móveis e volta para a exposição e comercialização em lojas de Belém. São milhares de quilômetros de vai-e-vem das matérias primas desde sua exploração até o consumo final. Sem falar das commodities que aqui são produzidas e exportadas, transformadas nos países desenvolvidos e retornam como produtos acabados aos mercados nacionais. A globalização é na verdade um grande mercado de desperdício de energia ao redor do planeta. A poluição e a destruição do meio ambiente equivalem em termos globais a uma verdadeira hecatombe nuclear. São minas abandonadas com rejeitos tóxicos contaminando o solo e a água, poluição dos mares e rios, lixões a céu aberto, desmatamento de florestas e uma nova forma de poluição ainda não quantificada que é a das profundezas da Terra, com atividades que vão desde explosões para mineração e prospecção de petróleo até testes nucleares.
Finalmente não é possível responsabilizar somente governos por essa mudança altamente necessária. Tudo passa por um comportamento de mercado e mercado somos todos nós. Somente com a conscientização e sensibilização da sociedade como (não) consumidora  é que essa realidade pode mudar. A indústria tem que reverter seus conceitos e planejar bens cada vez mais duráveis, acondicionados em embalagens biodegradáveis. Destinar a reciclagem apenas aos minerais e outros materiais cujo balanço energético se justifique. Buscar as tecnologias para produção de veículos e eletrodomésticos cada vez mais poupadoras de energia. O transporte coletivo tem que ser prioritário quanto a investimentos e na ocupação das vias urbanas em relação ao transporte particular. A produção de alimentos tem que ser incentivada cada vez mais próxima do consumo e pela inclusão de mais atores para gerar emprego e renda. Neste contexto deve estar o grande mercado para as ONGs, difundir a educação ambiental em todo o mundo. É uma falácia pensar em desenvolvimento sustentável, quando governos buscam “crescimento anual” tendo como principal indicador o Produto Interno Bruto enquanto a sociedade continua ávida por consumo.
Raimundo Nonato Brabo Alves é Pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental
EcoDebate, 06/09/2013
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Especialista em energias renováveis, sugere que combustíveis fósseis poderiam ser aposentados

energia solar
Professor da Universidade de Ciências Aplicadas de Colônia, na Alemanha, Ingo Stadler defende que grandes investidores dão sobrevida ao petróleo e ao carvão, apesar das emissões

Especialista em energias renováveis, o engenheiro elétrico professor da Universidade de Ciências Aplicadas de Colônia, na Alemanha, Ingo Stadler fez as contas. Tecnicamente, daqui a sete anos o mundo poderia viver sem queimar combustíveis fósseis. Porém, a equação também precisa levar em conta variáveis políticas e econômicas. Neste caso, admite, é difícil acreditar que investimentos feitos em exploração de petróleo, por exemplo, serão abandonados em tão pouco tempo, apesar das desvantagens ambientais, entre elas as emissões de gases-estufa. Matéria em O Globo, socializada pelo Jornal da Ciência / SBPC, JC e-mail 4805.
Para incentivar as fontes renováveis de energia, Stadler defende a redução de taxas de importação para geradores eólicos e solares de energia, além da criação de linhas de financiamento voltadas para a aquisição destes equipamentos.
O especialista – que faz parte do Conselho da Conferência de Dubrovnik para o Desenvolvimento Sustentável de Sistemas Energéticos, Hídricos e Ambientais, e atua no Conselho Científico da Conferência Internacional de Armazenamento de Energias Renováveis – veio ao Rio de Janeiro há duas semanas. Ele fez uma palestra na concessionária de energia elétrica Ampla sobre os benefícios do uso dos painéis fotovoltaicos. A viagem foi organizada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), entidade alemã de cooperação internacional que atua no Programa Energia Brasil-Alemanha.
Quais são os maiores desafios para aumentar a participação das energias renováveis no Brasil e na Alemanha?
Acho que são realidades bem distintas. Para começar, vocês já têm mais de 80% de geração hidroelétrica. Na Alemanha, temos cerca de 25% de fontes renováveis. A segunda diferença é que as hidroelétricas brasileiras podem contar com seus grandes reservatórios de água. Isso é uma forma de estocar energia. Na Alemanha, dependemos mais das energias eólica e solar, que são mais difíceis de estocar. Por outro lado, consumimos muita energia na Alemanha, mas a nossa tendência é de queda de demanda. No Brasil, cuja economia está em desenvolvimento, este consumo deverá crescer muito. Por fim, vocês têm grande potencial tanto eólico quanto solar, que poderá ser usado para complementar as hidroelétricas, que poderiam economizar a água das suas barragens. Por isso, o Brasil está num ponto de partida melhor do que o da Alemanha, na minha opinião.
Como investir em energias renováveis sem abrir mão da segurança energética?
Não é um bom caminho abrir mão da produção de energia hidroelétrica, que, no Brasil, pode continuar sendo muito importante. Para ampliar a oferta de energia, é muito bom poder contar com novas fontes renováveis, como solar e eólica. Além disso, não concordo totalmente com os que consideram estas fontes como não seguras. Temos várias ferramentas para gerenciar a produção energética. Os sistemas de previsão meteorológica são capazes de informar com bastante precisão e alguns dias de antecedência qual será a incidência de ventos e de sol. Assim, na Alemanha, podemos ligar ou desligar as usinas a gás, dependendo da situação. No caso brasileiro, as hidroelétricas poderiam ser ligadas ou desligadas da mesma maneira, dependendo das condições climáticas que influenciam a produtividade das turbinas de vento e dos painéis solares.
No mundo ideal, podemos definir a matriz energética perfeita?
Posso falar da realidade alemã. Temos cerca 5% de energia hidroelétrica, menos sol e vento do que o Brasil, mas contamos com ambas as fontes. Nossas simulações apontam para uma matriz com 50% de eólica, 40% de solar e o resto de hidroelétrica e biomassa.
E as fontes não renováveis?
Elas estão acabando. Teremos a energia nuclear até 2022. Também teremos alguma coisa de carvão, mas as discussões sobre o seu uso são grandes. A indústria ainda dependerá do carvão por algum tempo, mas a pressão sobre suas emissões têm crescido.
É possível produzir energia para um país abrindo mão dos combustíveis fósseis?
Sim, é perfeitamente possível. Nossos estudos mostram que isso será viável. Claro, será preciso estocar energia. Para isso, podemos aproveitar melhor o hidrogênio, que pode ser armazenado. Além disso, será necessário eletrificar processos; a expansão dos carros elétricos é um exemplo disto. Este é o futuro que estamos vendo pela frente, baseado em fontes renováveis. Nossos cenários mostram que será tecnicamente possível viver sem combustíveis fósseis daqui a sete anos. Porém, não acredito a matriz energética mundial mude neste prazo. Outros problemas retardam esta mudança. Existem diferentes forças na sociedade. Ainda há grandes investidores colocando muito dinheiro em velhas formas de produzir energia.
E qual seria a matriz de energia ideal para o Brasil?
Não poderia dizer em percentuais exatos, mas é fato que nenhum outro país tem uma posição de partida melhor do que a do Brasil quando falamos numa matriz energética livre das fontes sujas. Além da grande produção hidrelétrica, há muito potencial solar e eólico. Isto sem falar na enorme fonte de biomassa. Vocês já dirigem carros com biocombustíveis, como o etanol. Mesmo não sendo totalmente limpo, é um passo muito além, sobretudo quando comparado ao caso europeu, cujos motoristas são completamente dependentes do petróleo. Além disso, os biocombustíveis podem gerar eletricidade em situações em que não houver sol ou ventos.
Como aumentar a participação da energia eólica e solar no Brasil?
Para início de conversa, a energia eólica já consegue preços melhores do que a hidroelétrica. Portanto, nem precisamos discutir isso, que já não é mais uma questão. Se olharmos para a solar, temos que observar alguns aspectos técnicos e econômicos. O Brasil é um dos melhores países para investir em energia solar. Mesmo no Sul do país, há muito mais sol do que na Alemanha. A geração solar também pode ser barata, mas é preciso consolidar essa indústria. Quando se importa os componentes, há muitos impostos. Isso faz a geração solar mais cara no Brasil. Por outro lado, o sistema solar não tem custos operacionais: o sol é de graça. Então, com o uso, o sistema vai se tornando mais viável ao longo do tempo. Por isso, deveriam ser criadas linhas de financiamento para incentivar o uso das placas solares, que se pagam em longo prazo. Isso já é feito em países europeus. Em termos tecnológicos, o Brasil dispõe de uma situação ideal. Mas em termos econômicos, ainda não.
Mais pessoas poderiam ter placas solares em casa se contassem com bons financiamentos e políticas de incentivo?
Sim. Acredito que a redução das taxas de importação pode ter efeito imediato. Assim como o financiamento pode encorajar as pessoas a investirem em energia solar.
Para aumentar sua produção de energia, o Brasil está investindo até mesmo em usinas de carvão. Como o senhor analisa esta opção por fontes poluidoras?
A principal questão é definir a política energética que deve ser adotada. Além do preço de produção, ela precisa levar em consideração as consequências ambientais. Não é sustentável produzir energia a partir do carvão. E é possível aumentar a participação das fontes renováveis. O Brasil dispõe de muito sol e vento, que deveriam ser explorados antes de optar pelas fontes não renováveis.

(Cláudio Motta/O Globo)

EcoDebate, 05/09/2013
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