terça-feira, 29 de outubro de 2013

Encontro Inter-Regional do Politécnico acontece em Palmeira das Missões



Acontece nesta terça-feira, 29, no Centro Cultural Professor Mozart Pereira Soares, em Palmeira das Missões o Encontro Inter-Regional do Ensino Médio Politécnico. Aproximadamente 300 professores da Rede Estadual pertencentes às coordenadorias de Palmeira das Missões, Santa Rosa e Três Passos participam do evento.


De acordo com a assessora do Ensino Médio Politécnico junto à 20ªCRE, Clareci Moraes, o encontro tem como objetivo possibilitar o diálogo e a socialização entre os professores sobre as experiências de trabalho e práticas pedagógicas realizadas com os alunos bem como reforçar as concepções dos Seminários Inter-regionais de Pesquisa e da Avaliação Emancipatória à luz das práticas nas escolas.

A titular, Idalina da Silva Machado, em sua intervenção, falou que esse é o momento de trabalho e de estudo para fortalecer e fazer o novo no Ensino Médio, abordando o espaço que os educadores têm para a formação. “O Estado tem proporcionado espaço para que o Ensino Médio aconteça de forma nova e diferenciada, como vem acontecendo”, frisou.


Contribuíram para o encontro os assessores do Ensino Médio Politécnico da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Vera Ferreira e Elmar Soero. Vera abordou a caminhada do Politécnico no Estado, ressaltando o trabalho dos professores e os avanços com os alunos. “É com os professores que podemos fazer o diferente. Eles foram desafiados e estão correspondendo a necessidade de ser protagonistas. Quanto aos Seminários Integrados não tem modelo, cada escola cria o seu e a partir daí passa a descortinar o aluno para o mundo, dando instrumentos para que ele possa adentrar nesse mundo sem equívocos”, disse.


Pela parte da tarde ocorreram as socializações dos trabalhos, sendo que uma escola por coordenadoria fez relatos sobre os trabalhos desenvolvidos durante os Seminários Integrados.

Foto em anexo

Crédito: Jô do Carmo – ASCOM/CRE

Postado por:Elisete Bohrer
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Aborto provocado

No Brasil, o aborto provocado é crime e pode ser punido. As complicações que podem ocorrer com a mulher após um aborto incluem:
  • Perfuração do útero
  • Retenção de restos da placenta
  • Infecção
  • Peritonite
  • Tétano
  • Septicemia
  • Esterilidade
  • Inflamações nas trompas e no útero
Além de trazer danos psicológicos, essa lista de complicações tende a aumentar com o tempo de gravidez. Quanto mais desenvolvido estiver o bebê, pior será para a mãe, mesmo se o aborto for realizado em clínicas especializadas.
Tipos de aborto
Existem 2 tipos de aborto, o induzido e o espontâneo. O aborto induzido é crime e não pode ser realizado legalmente no Brasil. Já o aborto espontâneo é aquele que ocorre de forma natural, devido a alguma complicação durante a gravidez.
Aborto espontâneo
O aborto espontâneo ocorre quando a gravidez é interrompida naturalmente porque há alguma alteração no bebê como má formação fetal ou incompatibilidade sanguínea com a mãe, por exemplo.
Nos casos de aborto espontâneo, a mulher deve imediatamente procurar um hospital para avaliar a necessidade de fazer uma curetagem (raspagem de toda a região uterina interna) e, assim, diminuir os riscos de infecção.
Remédios que podem causar aborto
Alguns exemplos de remédios que podem causar aborto são:
  • Misoprostol (Cytotec)
  • Danazol (Ladogal)
  • Clonazepan (Rivotril)
Estes medicamentos são contraindicados durante a gravidez, pelo risco de poder provocar o aborto ou danos ao feto.
Plantas medicinais que podem provocar o aborto
Algumas plantas medicinais que podem provocar o aborto são:
  • Aloe vera, também chamada de Babosa, Catuaba, Angélica, Jarrinha
  • Arnica, Artemísia, também chamada de Losna, Sene, Mata pasto
  • Erva de Santa Maria, Canela, Lágrima de Nossa Senhora, Mirra
  • Copaíba, Trombeta, Cravo dos jardins, Erva grossa, Erva andorinha
  • Hera, Erva de Macaé, Azedaraque, Hortelã, Guaco, Noz moscada
  • Quebra pedra, Peônia, Jaborandi, Transagem, Erva de bicho, Beldroega
  • Pessegueiro, Romã, Cáscara sagrada, Ruibarbo, Salsaparrilha, Jurubeba, Ipê
Nenhuma destas plantas devem ser utilizadas durante a gravidez, pelo risco de poder provocar o aborto.
Situações que podem justificar um aborto
No Brasil, as únicas situações que podem justificar um aborto induzido são:
  • Abuso sexual seguido de gravidez
  • Quando a gravidez põe em risco a vida da mãe
  • Doenças como anencefalia, mas sob orientação judicial
 


 Postado por:Elisete Bohrer
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Sinais de risco de aborto

Os sinais e sintomas de risco de aborto incluem:
  • Hemorragia vaginal ou perda de líquido;
  • Corrimento vaginal acompanhado de coceira;
  • Dor intensa na barriga;
  • Arrepios ou febre;
  • Dor ou ardor ao urinar;
  • Vômitos persistentes;
  • Dor de cabeça forte e contínua;
  • Perturbações da visão;
  • Diminuição do movimentos fetais.
Caso a mulher apresente qualquer desses sintomas é importante comunicar ao médico que a acompanha ou mesmo ir ao hospital mais próximo para ser examinada rapidamente.
Se o aborto for confirmado, o médico poderá indicar o uso de medicamentos que induzem o parto ou então poderá indicar uma curetagem para retirar restos de tecido fetal ou da placenta para prevenir infecções.
Caso o aborto não seja confirmado, o médico poderá indicar o uso de medicamentos para manter a placenta bem posicionada e repouso até o fim da gravidez.


Postado por:Elisete Bohrer
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Marco Civil da Internet aumentará responsabilidade de usuários, alerta especialista

Regulamentação será votada a partir desta terça na Câmara dos Deputados

Com votação prevista para iniciar nesta terça-feira na Câmara dos Deputados, o Marco Civil da Internet irá mudar a rotina dos usuários no Brasil em caso de aprovação. Os internautas serão totais responsáveis pelos conteúdos postados em sites como Facebook e Twitter e poderão sofrer sanções penais, alertou a especialista em Direito Corporativo, advogada Virgínia Matte Chaves, em entrevista à Rádio Guaíba nesta terça-feira.

A matéria proposta pelo deputado Alessandro Molon (PT-RJ) busca regularizar o uso da rede no País e impor diretrizes para a atuação do Estado. “Atualmente a pessoa responde com o provedor por uma postagem no Facebook. Já o Marco traz uma previsão de que a responsabilidade é de quem fez a postagem. Provedor só responderá depois que um juiz mandar remover. O consumidor terá que ter cautela porque o que será postado será de responsabilidade sua”, explicou a advogada. “No caso de uma pessoa xingar alguém, o juiz vai determinar que o provedor retire aquele conteúdo. No entanto, sem a determinação judicial, o provedor não ira excluir o conteúdo e quem postou será o único responsável”, acrescentou Virgínia.

Outro ponto que vai afetar diretamente os usuários é o do princípio da neutralidade, que vai impedir a chamada moderação de tráfico. Atualmente, as empresas podem fazer acordos para que determinados sites carreguem mais rapidamente que outros. “Esse é um dos pontos que mais traz discussões, que talvez esteja até atrasando a aprovação da lei. Por exemplo, se você assina 10MB, eles serão para tudo que usar, não mais para determinados sites. O usuários mais leigos, a maior parte da população, não têm muita noção de que acontece, mas com certeza percebem que em alguns momentos o site está mais lento”, afirmou Virginia Matte Chaves.

O Marco Civil irá regular de forma geral a internet no Brasil. Leis mais específicas como crimes de internet, direitos autorias, código de defesa do consumidor e comércio eletrônico não entram no projeto.

Proposta de criação de data center no Brasil


Em função do caso de espionagem dos Estados Unidos, o relator Aessandro Molon inclui recentemente o pedido para que os data center dos provedores fique no Brasil. A medida, que partiu de um pedido da presidente Dilma Rouseff, busca que os data center no País passem a respeitar a legislação brasileira. Esse ponto deve causa bastante discussão na Câmara por não garantir que haja o fim da espionagem”, diz a advogada Virginia.

Fonte: Correio do Povo e Rádio Guaíba 
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Jornal da Liberdade edição do dia 29 de outubro de 2013.

Evandro


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Gasto com estudantes que faltaram no Enem é R$ 58 milhões, diz Inep

Dos cerca de 7,1 milhões de candidatos que se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013, 5,05 milhões fizeram a prova nesse final de semana. O gasto com os cerca de 2 milhões que não compareceram à prova é aproximadamente R$ 58 milhões. O número corresponde a 58% do custo de R$ 49,86 por candidato. A porcentagem é estimada pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Claudio Costa.

Costa explica que custos com a correção da redação ou com o transporte são mantidos independentemente do número de candidatos que fazem o exame. Há desperdício com a impressão das provas e a contratação de pessoas para trabalhar no Enem. A taxa de abstenção tem se mantido ao longo dos últimos anos. No ano passado, o percentual dos alunos que não fizeram a prova foi 27,9% – dos 5,6 milhões inscritos, 4,17 milhões compareceram. No entanto, com o aumento do número de candidatos a cada ano, o número total de faltosos também aumenta, levando a mais gastos.

"Isso representa um custo para o país e estamos trabalhando para reduzi-lo", diz. Costa explica que possíveis medidas punitivas aos candidatos que não comparecerem à prova esbarram na lei. Se o candidato for de baixa renda não é possível cobrar a taxa de inscrição. No caso, do Enem, egressos do ensino médio em escola pública também não pagam. "Se o estudante não comparece a um exame e está dentro desse perfil, eu não posso cobrar dele a taxa no exame seguinte. Está na nossa pauta, estamos analisando para ter uma medida estruturante, mas essa medida exige alterações legais".

Independente do número de pessoas que não compareceu ao local de prova, o que é arrecadado com o exame não é o suficiente para pagá-lo. Neste ano, mais de 65% foram isentos da taxa de R$ 35. O ministro Aloizio Mercadante disse em diversas ocasiões que, ainda assim, o Enem é mais barato que vestibulares convencionais. Além disso, ele estima, que o exame leve a uma economia de R$ 5 milhões por instituição que adere ao Enem como forma de seleção.
Para Costa, o Enem consolidou-se no país como um exame de acesso ao ensino superior e políticas públicas, como intercâmbio acadêmico pelo Ciência sem Fronteiras, financiamento estudantil e acesso ao ensino técnico. "O Brasil decidiu que o Enem é importante. Vemos isso pelo número de inscrições maior a cada ano", diz. No ano passado e neste ano, não houve vazamentos de questões ou de gabaritos. Com mais segurança, o Inep volta-se para outras questões. "Temos que ter mais diálogo com o ensino médio, mais discussões pedagógicas, isso tem que ser feito para o Brasil caminhar cada vez mais".
O gabarito do Enem será publicado até o dia 30 no site do Inep. O resultado final deverá ser divulgado na primeira semana de janeiro. Somente no ano que vem, as escolas de ensino médio receberão os resultados do desempenho dos alunos. Segundo o presidente, até dezembro deste ano, os centros de ensino receberão os resultados de 2012.

"Isso é fundamental e faz parte do diálogo com as escolas. Elas vão ter todo o mapa dos estudantes em cada uma das áreas de conhecimento e na redação. Com o mapa, a escola vai ver as potencialidades e planejar uma intervenção pedagógica para melhorar o terceiro ano e fazer uma reflexão do ensino médio", diz Costa.

Fonte: Agência Brasil
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Novo cálculo pode elevar preço da gasolina em pelo menos 5%

Petrobras quer adotar metodologia que leve em conta a variação da cotação do petróleo no mercado internacional
Caso seja aprovado o plano da Petrobras para resolver seus problemas de caixa, os consumidores podem se preparar para enfrentar solavancos nos preços dos combustíveis. A estatal propõe que os valores internos da gasolina e do óleo diesel mudem no Brasil conforme flutuam no mercado internacional, o que hoje significaria altas de no mínimo 5% na gasolina e 15% no diesel.
Detalhada na segunda-feira pelo diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, a iniciativa que inquieta consumidores animou investidores: fez com que as ações da estatal disparassem até 9,8% na bolsa de valores ontem. Explica-se: a estratégia atual do governo de segurar a alta de preços fragiliza as contas da Petrobras, que paga mais para importar derivados do que cobra dos consumidores.
Conforme Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), que monitora os preços internos e externos dos derivados, para equilibrar os valores hoje seria necessário um aumento de ao menos 5% na gasolina e de 15% no diesel. Nas contas da Petrobras, a defasagem é maior: 6,5% na gasolina e 19% no diesel. No entanto, observa Pires, na época em que o dólar disparou, entre junho e agosto, a política proposta teria gerado altas de até 30%.
Proposta depende ainda de aprovação do conselho
Escandalizado? É assim que se comportam os preços nos Estados Unidos. Lá, os valores nas bombas acompanham as variações do mercado externo — para cima e para baixo. Como as cotações do petróleo variam muito, porque dependem desde aspectos de oferta e demanda quanto de perspectivas de crescimento econômico e de situação geopolítica, haveria variações semanais e até diárias. O método prevê percentuais e períodos em que poderia haver reajustes, não detalhados pela Petrobras.
Esse novo método ainda não está aprovado. Falta o "de acordo" do conselho de administração da companhia, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que poderá ser dado no dia 22 de novembro. Na semana passada, a presidente da Petrobras, Graça Foster, teve uma conversa de quase três horas com Mantega, da qual pouco se soube o conteúdo. Há meses, a estatal afirma que precisa reajustar os combustíveis.
Segundo Barbassa, não há um "plano B" se a proposta for rejeitada. Até a aprovação da nova fórmula, o método atual está em vigência, portanto não haveria obstáculos para um eventual ajuste de preços.
Entre 1998 e 2002, os preços de gasolina e diesel variavam conforme os preços internacionais. A partir de 2003, no governo Lula, os valores passaram a ter uma espécie de controle informal do governo para não impactar na inflação.
Na ponta do lápis
Se entrasse em vigor agora, o modelo resultaria em alta entre 5% e 6,5% na gasolina e entre 15% e 19% no óleo diesel. Neste ano, a gasolina já subiu 6,6% em janeiro, e o diesel teve duas altas, em janeiro e março, de 5,5% e 5%.
O que faz o preço subir
— Elevação do consumo
— Perspectiva de mais crescimento
— Ameaça de conflito em regiões produtoras, como o Oriente Médio
— Alta do dólar
O que faz o preço descer
— Redução no consumo
— Estimativa de crescimento menor
— Maior emprego de energias alternativas
— Baixa do dólar
Fonte:Zero Hora
Postado por:Elisete Bohrer
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Sindicância apura morte de bebê no hospital Fêmina, em Porto Alegre

Técnica de enfermagem teria injetado alimento no lugar de remédio em criança de 40 dias

A morte de uma criança com 40 dias de vida, ocorrida no hospital Fêmina, em Porto Alegre, está sob investigação. O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), responsável pela administração do hospital, abriram sindicância para apurar os responsáveis.

Segundo a assessoria do GHC, uma técnica de enfermagem teria injetado alimento no lugar de remédio no bebê prematuro, que estava internado na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do Fêmina. A administração equivocada aconteceu às 7h de domingo, e a criança morreu por volta das 7h de segunda-feira.

Às 10h, o Coren deve realizar uma vistoria no hospital a fim de recolher documentos e material para análise.
Fonte:Zero Hora
Postado por:Elisete Bohrer
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Proteína de lagarta age contra vírus do sarampo e H1N1

"Sangue" do inseto é repleto de substâncias que combatem vírus, bactérias e fungos

Mais da metade de todas as espécies animais conhecidas são insetos. Mas como espécies com um sistema imune tão pouco desenvolvido – principalmente se comparado aos mamíferos – evoluíram ao longo de 350 milhões de anos e sobrevivem hoje nos mais diversos ambientes do planeta, até nos mais hostis?
Estudos indicam que o segredo está em substâncias presentes na hemolinfa, o fluido que exerce a função de sangue nos insetos. Trata-se, no geral, de substâncias que, nesses animais, têm a capacidade de combater vírus, bactérias e fungos. Tem, portanto, potencial para reduzir a ação dos microrganismos em humanos. Conhecer essas substâncias e seu mecanismo de ação é um grande passo para o desenvolvimento de medicamentos.
Pesquisadores do Instituto Butantan, em São Paulo, têm identificado substâncias promissoras em lagartas.
– Há muito se produz substâncias antivirais originárias de organismos e produtos animais ou vegetais, como ouriço-do-mar e própolis. Mas pouco se investiga em insetos, e menos ainda em lagartas – disse o virologista Ronaldo Zucatelli Mendonça, responsável pela pesquisa "Bioprospecção de proteínas de interesse farmacológico e biotecnológico na hemolinfa de lagartas da família Megalopygidae", que conta com apoio da FAPESP.
A equipe de Mendonça encontrou substâncias de alta potência antiviral em lagartas da família Megalopygidae. "Ainda não sabemos exatamente a composição química dessa substância", disse.
– No entanto, ela já demonstrou ter ação inequívoca: tornou 2 mil vezes menor a replicação do picornavírus (parente do vírus da poliomielite) e 750 vezes menor a do vírus do sarampo, além de ter neutralizado o vírus da influenza H1N1.
Segundo o coordenador da pesquisa, esses dados são preliminares. "Até a conclusão do trabalho, podemos chegar a uma redução ainda maior", disse.
O estudo com a Megalopygidae dá sequência a uma pesquisa anterior, na qual a equipe isolou e purificou uma proteína em outra lagarta, da família Saturniidae, a Lonomia obliqua.
A proteína encontrada na Lonomia tornou a replicação do vírus da herpes 1 milhão de vezes menor e a replicação do vírus da rubéola, 10 mil vezes menor. O trabalho foi publicado na revista Antiviral Research, em 2012.
As duas pesquisas, sobre a Lonomia e sobre as lagartas da família Megalopygidae, têm foco em substâncias que apresentam duas propriedades específicas: ação apoptótica e antiviral. A primeira promove a apoptose (morte celular programada ou desencadeada para eliminar de forma rápida células desnecessárias ou danificadas), um processo importante no mecanismo para controle do câncer. O foco atual da pesquisa com as lagartas Megalopygidae é sua ação antiviral.
As proteínas em estudo são produzidas pela tecnologia de DNA recombinante. O gene codificador da proteína é extraído da hemolinfa, clonado em um baculovírus (vírus que ataca insetos). Depois, é replicado em células de insetos, que, por sua vez, produzem as proteínas de defesa (as chamadas proteínas recombinantes) em grande quantidade.

– A principal vantagem em produzir a proteína recombinante é que isso torna possível a extração da substância de maneira mais simples e em maior escala – comentou Mendonça. – Antes de chegar à indústria, porém, é preciso verificar sua ação em organismos, em testes in vivo, e avaliar sua viabilidade econômica.

As lagartas estudadas pela equipe de Mendonça estão entre as taturanas urticantes que fazem mal ao homem. Suas cerdas liberam veneno capaz de levar à morte. A escolha delas para as duas pesquisas se deveu ao acúmulo de centenas de carcaças desses insetos no Instituto Butantan, que sobram depois da retirada do veneno para a produção de soro contra queimaduras. É dessas carcaças que é retirada a hemolinfa, de onde se extrai o gene codificante das substâncias de defesa.
A família Megalopygidae engloba mais de 200 espécies, entre elas a Megalopyge lanatae a Megalopyge albicollis.
Segundo Mendonça, os estudos com a Lonomia e com as lagartas da família Megalopygidae constituem uma porta para outras pesquisas de grande relevância.
– O Brasil tem uma megabiodiversidade em insetos. E todos podem ter substâncias desse tipo, de ação até maior do que as encontradas até agora – disse o pesquisador, que realizou três pós-doutorados com bolsa FAPESP, dois em Portugal e um no México.
Foto:Centro de Informações Toxicológicas de Santa Catarina
Fonte:AGÊNCIA FAPESP
Postado por:Elisete Bohrer
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FECIATRA 2013- VEM AÍ AMADO BATISTA




FONTE: IMAGENS EXTRAÍDAS DA INTERNET
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