sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

José Ivo Sartori toma posse e fala em 'medidas duras' contra crise no RS

Em uma cerimônia realizada em dois momentos, o governador José Ivo Sartori (PMDB), e seu vice, José Paulo Cairoli (PSD), tomaram posse na tarde desta quinta-feira (1), em Porto Alegre. A primeira solenidade foi realizada no Plenário da Assembleia Legislativa, com a presença de deputados, secretários e outras autoridades. Em seguida, o novo chefe do Executivo do Rio Grande do Sul recebeu o cargo no Palácio Piratini. Veja como foi a posse minuto a minuto.
Na Assembleia, a cerimônia começou com alguns minutos de atraso. Ao chegar ao Plenário da Casa, Sartori foi muito aplaudido. As galerias do plenário 20 de setembro estavam lotadas. Após a execução do Hino Nacional, o novo governador fez o juramento. Em seguida, a deputada Marisa Formolo (PT) leu o termo de posse. Em seguida, foi a vez do vice Cairoli receber o cargo.
"Ousar, evoluir e inovar. Ter consciência do rumo que queremos para o Rio Grande. Chorar menos, agir mais. Improvisar menos, planejar mais. Falar menos e fazer mais. Sem vitimismo, mas também sem bairrismo. Com orgulho do que somos, mas com humildade para reconhecer nossas carências", afirmou o novo governador, em seu discurso após assumir o cargo.
"O caminho do progresso é mais árduo, mais lutado, mais difícil. Exige um pacto com a verdade, conciliação, compreensão. Fazer o que precisa ser feito. Uma frase que repeti inúmeras vezes durante o período eleitoral. É preciso perceber o que deve ser mantido, o que envelheceu e o que deve ser renovado", ponderou Sartori. "Eu não vim para rasgar a História. O que eu quero, é recolher dela as melhores lições", disse.
José Ivo Sartori chega a plenário da Assembleia e
é aplaudido (Foto: Reprodução/TV Assembleia)
Antes mesmo de assumir o cargo, a primeira medida de seu governo já havia sido anunciada. Segundo o novo secretário da Fazenda, Giovani Feltes, Sartori assinará um decreto nesta sexta-feira (2) abrindo uma série de medidas para tentar conter a crise financeira do estado. O pacote de corte de gastos prevê a suspensão do pagamento de despesas deixadas por Tarso Genro, os chamados "restos a pagar", por um período de seis meses.
"Nos próximos dias, vamos adotar as primeiras medidas concretas para começar a reverter a crise pela frente. Serão medidas duras, difíceis, mas inadiáveis e fundamentais. Vamos fazer isso com o espírito público, em respeito à população gaúcha, sempre priorizando os que mais precisam", profere Sartori.
Em seguida, o presidente da Assembleia, Gilmar Sossella, fez um discurso para saudar o novo governador. "Vossa excelência está prestes a se tornar o governador q vai enfrentar o pior momento de nossa administração pública", afirmou. Em seguida, ainda fez um pedido de "gringo para gringo" a Sartori. "Entre para a história não somente como um fenômeno eleitoral. Não somente como um prefeito querido por Caxias do Sul ou por enfrentar a crise financeira, mas como homem que fez o Rio Grande do Sul retomar o carinho e voltar a ser forte".
José Ivo Sartori atravessa a rua em direção ao Piratini e toma chimarrão (Foto: Estêvão Pires/G1)
Ao encerrar o discurso, o novo governador atravessou a rua em direção ao Palácio Piratini. Cercado de autoridades e simpatizantes, parou rapidamente para tomar um chimarrão. Na chegada ao Salão Negrinho do Pastoreio para a cerimônia de transmissão de cargo, José Ivo Sartori e Tarso Genro lado a lado, rodeados pela nova primeira-dama, Maria Helena Sartori e a ex, Sandra Genro.
Sartori assina termo de posse no Palácio Piratini
(Foto: Reprodução/RBS TV)
Logo depois, os dois assinaram a ata de transmissão de cargo. O agora ex-governador Tarso Genro foi o primeiro a discursar. "Meu abraço fraterno e o meu desejo de um grande governo. Um bom governo para o nosso Rio Grande", desejou o petista, saudando Sartori, que assumiu a bancada e falou rapidamente aos presentes.
"Firmamos um compromisso com um governo simples e eficiente. Estabelecemos como foco prioritário aqueles que mais precisam. Conclamamos a sociedade e encarar conosco os desafios que vêm pela frente. Me permitam apenas celebrar o Rio Grande do Sul, mais do que nomes, siglas partidárias, circunstâncias históricas formam o estado que somos", disse José Ivo Sartori.
A crise financeira do estado voltou a pautar o tom do discurso. "Não venho para gerar qualquer espécie de temor, ou mesmo destruição do que foi feito de positivo, mas não venho com falsas promessas e frases de efeitos. Não podemos mostrar um cenário diferente da realidade. Se o falso pessimismo é prejudicial, o falso otimismo é ainda mais nefasto", ressaltou.
Sartori e Tarso na cerimônia de posse
(Foto: Reprodução/RBS TV)
Ao final do discurso no Salão Negrinho do Pastoreio, os secretários assumiram os cargos. Após as assinaturas, José Ivo Sartori, a primeira dama, Maria Helena Sartori, e o vice, José Paulo Cairoli deixaram o Salão Negrinho do Pastoreio para se reunir em sala reservada. Após o encerramento da cerimônia, o novo governador fará sua primeira reunião com o secretariado.
Veja os secretários do governo Sartori
Além de Giovani Feltes na Fazenda, compõem o secretariado de Sartori: Márcio Biolchi (PMDB), Casa Civil; Carlos Búrigo (PMDB), Secretaria-Geral de Governo; Vieira da Cunha (PDT), Educação; Wantuir Jacini, Segurança Pública; João Gabardo (PMDB), Saúde; Gerson Burmann (PDT), Obras, Saneamento e Habitação; Ernani Polo (PP), Agricultura e Pecuária; Pedro Westphalen (PP), Transportes e Mobilidade Urbana e Miki Breier (PSB), Trabalho e Desenvolvimento Social.
Também foram escolhidos Lucas Redecker (PSDB), Minas e Energia; César Faccioli, Justiça e Direitos Humanos; Ana Pellini, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Victor Hugo (PMDB), Cultura; Tarcísio Minetto (PSB), Desenvolvimento Rural; Cristiano Tatsch (PMDB), Planejamento e Desenvolvimento Regional; Juvir Costella (PMDB), Turismo, Esporte e Lazer; Eduardo Oliveira (PSD), Modernização Administrativa e Recursos Humanos; e Fábio Branco (PMDB), Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia.
O governador definiu também o comandante da Brigada Militar, coronel Alfeu Freitas Moreira, e manteve o chefe da Polícia Civil, delegado Guilherme Wondracek.

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