Um dos alunos presentes na sessão,
Everton Evandro Brum, lembrou que esse projeto resgata a cidadania dos jovens no
campo “com ele teremos o direito de escolha, se queremos ir para cidade ou
permanecer na roça”, disse. Para outra aluna, Betina Francieli Ristow, a
possibilidade de estudo e prática é fundamental para as propriedades. “Queremos
ter condições e acesso a tecnologias durante nosso aprendizado e podermos levar
para nossas famílias esses avanços”.
O Projeto institui uma política de incentivo à permanência através de uma educação voltada aos interesses do campo, com conteúdo que propicia a capacitação dos jovens. Visa à qualificação do educando em atividades rurais, com o intuito de que ele adquira as habilidades necessárias para desenvolver projetos inovadores e que agreguem valor na produção familiar. Trata-se de um conjunto de ações públicas para estimular o estudante a escolher o campo para viver e a agricultura como profissão. Nesse método, os alunos passam por períodos de formação nas escolas, alternados com períodos de trabalho na propriedade da família.
Mais de 75% dos alunos que passam por esse tipo de formação continuam no campo, evitando assim o êxodo rural e contribuindo com o futuro da agricultura familiar e a produção de alimentos.“O Projeto reconhece o ensino no campo através da chamada 'pedagogia da alternância' acumulando aprendizado com o tripé Família, escola e propriedade, e experimentando, aprendendo e construindo seu projeto de vida”, afirma o deputado. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2000 e 2010, a população de 254 municípios gaúchos diminuiu. Conforme o estudo, pequenos municípios rurais com menos de 10 mil habitantes perderam parte significativa de seus moradores, que migraram para os centros regionais em busca de trabalho e estudo. “Assim, é imprescindível a adoção de políticas de valorização e incentivo à permanência dos jovens no meio rural. Ficar no campo e trabalhar como produtor rural precisa ser uma escolha por meio de uma educação adequada à realidade do campo e, ao mesmo tempo, que possibilite uma vida digna”, reitera Tortelli.
“Lembro
que
a
agricultura
familiar
é
responsável
por
cerca
de
70%
dos
alimentos
presentes
diariamente
na
mesa
dos
brasileiros,
o
que
ainda
impede
que
sejamos
reféns
de
grandes
multinacionais,
de
preços
impostos
ou
de
produtos
transgênicos.
Certo
é
que
o
futuro
do
campo
depende
de
ações
do
presente.
A
educação
é
ponto
chave”. Deputados e vários
partidos foram até a tribuna e destacaram a relevância do projeto do deputado
Tortelli e foram unânimes na necessidade de aprovação desse
projeto.
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