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29 julho 2025

Brasil sai do Mapa da Fome com o apoio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), da Conab


sob a liderança do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome da ONU. A informação é do Relatório sobre o Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, divulgado nesta segunda-feira (28) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O resultado reflete a média trienal 2022/2023/2024, que colocou o país abaixo do patamar de 2,5% da população em risco de subnutrição ou de falta de acesso à alimentação suficiente. A conquista foi alcançada em apenas dois anos, tendo em vista que 2022 foi um período considerado crítico para a fome no Brasil.


A saída do país do Mapa da Fome é resultado de decisões políticas do governo brasileiro que priorizaram a redução da pobreza, o estímulo à geração de emprego e renda, o acesso à alimentação saudável, o fortalecimento da alimentação escolar e o apoio à agricultura familiar, por meio de iniciativas como a retomada do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a criação do Programa Cozinha Solidária, ambos operacionalizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


Conforme o presidente da estatal, Edegar Pretto, de 2023 a 2024, foi investido R$ 1,04 bilhão na compra de 132 milhões de quilos de alimentos da agricultura familiar. “Essa comida chegou a quem mais precisa, diretamente na mesa das famílias em situação de vulnerabilidade e insegurança alimentar. A Conab também teve papel importante nas ações emergenciais. Só o povo Yanomami, que enfrentava grave desnutrição, já recebeu 160 mil cestas de alimentos, de um total de mais de 800 mil que a Conab operacionalizou. Atuamos no apoio a populações afetadas pela seca em estados como Amazonas, Pernambuco e Alagoas e pelas enchentes no Rio Grande do Sul. O trabalho da Conab foi essencial para essa grande conquista, que é ter o Brasil fora do Mapa da Fome outra vez”, destacou Pretto.


Em dois anos, o Brasil teve reduções históricas da insegurança alimentar grave e da pobreza. Os números nacionais da fome, conforme pesquisas do IBGE, mostraram que, até o final de 2023, o país retirou cerca de 24 milhões de pessoas da insegurança alimentar grave. Além disso, em 2023, o país reduziu a pobreza extrema a 4,4%, um mínimo histórico, refletindo a retirada de quase 10 milhões de pessoas dessa condição em relação a 2021. Em 2024, a taxa de desemprego chegou a 6,6%, a menor desde 2012, o rendimento mensal domiciliar per capita bateu recorde, chegando a R$ 2.020, e o índice de Gini, que mede a desigualdade, recuou para 0,506 — menor resultado da série histórica.


Sair novamente do Mapa da Fome da ONU, no tempo recorde de dois anos, com a população tendo mais acesso a alimentos saudáveis, reflete o efeito das políticas sociais do Governo Federal, que tem transformado a realidade de milhões de brasileiros com acesso à renda, ao emprego e à dignidade.


“Essa vitória é fruto de políticas públicas eficazes, como o Plano Brasil Sem Fome que engloba o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos, o Programa Cozinha Solidária, a valorização do salário mínimo, crédito para a produção de alimentos pela agricultura familiar, incentivo à qualificação profissional, ao emprego e ao empreendedorismo, além do incremento da alimentação escolar. Todas as políticas sociais trabalhando juntas para ter um Brasil sem fome e soberano", afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias.


Esta é a segunda vez que o governo do presidente Lula retira o país da condição de fome: a primeira foi em 2014, após 11 anos de políticas consistentes. No entanto, a partir de 2018, o desmonte de programas sociais fez o Brasil retroceder e retornar ao Mapa da Fome no triênio 2018/2019/2020.



Com informações do MDS


Foto: Catiana de Medeiros/Conab

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16 julho 2025

Governo Federal anuncia compra de 110 mil toneladas de arroz para apoiar produtores gaúchos

 

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou, nesta terça-feira (15), a abertura de uma rodada extra de Contratos de Opção de Venda (COV) para aquisição de até 110 mil toneladas de arroz da safra 2024/25 de produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A iniciativa, que é fruto de uma demanda do setor ao presidente da estatal, Edegar Pretto, visa garantir remuneração mínima aos agricultores diante da queda nos preços de mercado e reforçar os estoques públicos de alimentos. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa, em Porto Alegre, com a participação de Pretto e de representantes da indústria (Abiarroz) e dos produtores (Federarroz). 


A medida do governo federal representa um investimento de R$ 150 milhões e é resultado de um processo de diálogo com o setor produtivo iniciado em junho. Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, a ação reforça o compromisso da Companhia com o fortalecimento da agricultura e da produção de alimentos. “Este anúncio é fruto de um diálogo permanente com o setor do arroz, mas também de uma grande mobilização que fizemos junto ao governo federal para garantir orçamento e atender ao pleito dos produtores”, afirmou Pretto, que abriu as portas da Conab para receber o setor.


A estatal irá adquirir o arroz por um preço cerca de 15% acima do valor mínimo, fixado nesta safra em R$ 63,64 por saca no Rio Grande do Sul. Para os contratos com vencimento em agosto, o valor oferecido será de R$ 73 por saca, subindo para R$ 73,48 em setembro e chegando a R$ 73,95 em outubro. “Estamos ofertando um contrato de opção no valor de R$ 73 para o mês de agosto, muito acima da média de R$ 65,56 registrada no estado. Isso representa um apoio real ao produtor”, destacou o presidente da Conab.


Pretto acrescentou que a recomposição dos estoques públicos é uma das prioridades da atual gestão da Conab, após mais de uma década sem formação de reservas significativas. “Voltamos a fazer estoques de arroz depois de 11 anos. É uma decisão estratégica do governo federal, de pagar melhor ao produtor e, ao mesmo tempo, garantir segurança à população com preços justos nas prateleiras dos supermercados”, argumentou.


O Contrato de Opção de Venda (COV) é um mecanismo de segurança de preços que garante ao produtor rural ou à sua cooperativa o direito (mas não a obrigação) de vender seu produto ao governo, em uma data futura, por um preço previamente fixado. A adesão à rodada extra, anunciada nesta terça, será possível após a publicação de uma portaria interministerial, cuja expectativa é que saia na próxima semana, e a realização de leilão público.


O arroz adquirido poderá ser armazenado em estruturas próprias da Conab ou em armazéns privados locados, sempre próximos às regiões produtoras. “Quando o contrato for efetivado no final de agosto, a Conab já terá o recurso assegurado para fazer o pagamento. Estamos prontos para receber esse arroz nos nossos estoques, inclusive com parceria do setor privado”, finalizou Pretto.


No ano passado, o governo federal havia disponibilizado R$ 1 bilhão para compra de até 500 mil toneladas de arroz por meio de COV. No entanto, teve pouca adesão dos produtores gaúchos, sendo negociadas apenas 91 mil toneladas.


Foto: Catiana de Medeiros/Conab

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11 julho 2025

Produção gaúcha de grãos deve chegar a 33,2 milhões de toneladas, estima Conab

 


Novo levantamento da estatal para a safra 2024/25 aponta queda de 9,8% em relação à safra passada


O Rio Grande do Sul deve produzir 33,2 milhões de toneladas de grãos, conforme o 10º levantamento da safra 2024/25, divulgado na manhã desta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa uma queda de 9,8% em relação à safra passada. Para a área plantada, a estimativa é de 10,38 milhões de hectares, uma redução de 0,4%. 


Apesar do volume expressivo, o ciclo é marcado por contrastes. A estiagem, que afetou principalmente o desenvolvimento da soja, reduziu a produção gaúcha. No entanto, o mesmo clima seco favoreceu as lavouras de arroz irrigado e não prejudicou as lavouras de milho, implementadas mais cedo. Recentemente, as chuvas intensas afetaram a implantação das culturas de inverno e provocaram perdas localizadas, especialmente em áreas de trigo e canola. Mesmo com esse cenário adverso, o estado se mantém como o quarto maior produtor nacional, atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás. 


“Mais uma vez, o clima impactou negativamente a produção gaúcha, especialmente a soja, apesar do esforço dos produtores na manutenção da produção. Para o arroz e milho, os efeitos climáticos foram menores e, aliados aos bons tratos culturais, a produção cresceu em relação à última safra. As atenções agora se voltam para as culturas de inverno, especialmente o trigo, que está sendo implementado e tem no Rio Grande do Sul a maior produção”, ressalta o presidente da Conab, Edegar Pretto.


Arroz e feijão


O arroz alcançou 8,3 milhões de toneladas (+15,9%), com área de 951,9 mil hectares (+5,7%) e produtividade satisfatória, apesar de oscilações térmicas durante o ciclo. As lavouras da safra 2024/25 já estão totalmente colhidas e não houve perdas na produção em decorrência das recentes chuvas e enchentes. “O sistema de reservatórios, somado ao calor, resultou em uma boa produtividade no arroz, chegando aos níveis de 2016/17, 2017/18 e 2020/21, quando o Rio Grande do Sul passou de 8 milhões de toneladas na produção do cereal”, destaca Pretto.


Com expectativa de área de 42,4 mil hectares, o feijão teve retração de 12,6% na área cultivada. Já na produção, a estimativa é de aumento de 2,5%, chegando a 73,5 mil toneladas. A primeira safra sofreu com a estiagem e o calor excessivo, enquanto a segunda safra, especialmente em áreas irrigadas, surpreendeu positivamente, com rendimento 61% superior à safra anterior.


Soja e milho


Principal cultura agrícola do estado, a soja também já teve a colheita finalizada. A oleaginosa teve aumento de área (+1,3%) em comparação à safra passada e alcançou 6,85 milhões de hectares. No entanto, a estiagem no verão reduziu drasticamente a produtividade, resultando em uma colheita de 14,28 milhões de toneladas — queda de 27,3% em relação ao ciclo anterior.


Já o milho da 1ª safra apresentou cenário oposto: mesmo com redução de 12,2% na área cultivada, a produção cresceu 12% devido à boa produtividade, totalizando 5,43 milhões de toneladas. A colheita foi prejudicada pelas chuvas em algumas regiões, afetando a qualidade dos grãos remanescentes no campo.


Culturas de inverno


O trigo, cultura mais representativa do inverno, teve nova redução de área (-10,2%)  em relação à safra anterior, e deve render 3,81 milhões de toneladas (-2,6%). A semeadura avança lentamente, afetada por excesso de chuvas, baixa luminosidade e erosão do solo. A aveia, devido aos custos de produção e maior opção de utilização, tem o cenário de crescimento, com área estimada em 370,7 mil hectares (+3,9%) e produção de 916 mil toneladas (+8,7%).


A canola registra forte expansão, com previsão de 200 mil hectares semeados (+36,9%), mas enfrenta dificuldades no desenvolvimento inicial devido às chuvas e geadas. A cevada, por sua vez, segue tendência de retração, com redução de área (-7,6%) e produção estimada em 102,4 mil toneladas (-11%).


Brasil: alta de 14,2% na produção nacional


No cenário nacional, a safra de grãos está estimada em 339,6 milhões de toneladas, 14,2% acima do ciclo anterior. O crescimento é impulsionado por clima mais favorável, maior produtividade e aumento de 2,3% na área plantada.


A área cultivada totaliza 81,8 milhões de hectares, crescimento de 2,3% na comparação anual. O aumento é puxado principalmente pela soja, cuja área cresceu 3,2% (1,5 milhão de hectares), seguida pelo milho com 2,4% (507,8 mil hectares) e pelo arroz, que apresentou incremento de 140,8 mil hectares.


Embora o plantio das culturas de inverno tenha sido prejudicado por excesso de chuvas na região Sul, os demais cultivos avançam satisfatoriamente nas diversas etapas do ciclo.


Mais informações da safra nacional de grãos:

https://www.gov.br/conab/pt-br/assuntos/noticias/producao-pode-alcancar-339-6-milhoes-de-toneladas-e-superar-safra-anterior 


Números do 10º levantamento da safra de grãos:

https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/safra-de-graos/boletim-da-safra-de-graos/10o-levantamento-safra-2024-25/10o-levantamento-safra-2024-25 



Foto: Produção de arroz

Crédito: Sebastião José de Araújo / Embrapa

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16 maio 2025

Conab anuncia compra e doação de sementes para a agricultura familiar gaúcha

 

Com a abertura do sistema, a Companhia atende reivindicação do setor, que foi impactado pelas mudanças climáticas no estado


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai comprar e fazer doação de sementes para ajudar agricultores familiares que sofreram com as recentes mudanças climáticas e catástrofes ambientais no Rio Grande do Sul. O anúncio foi realizado na manhã desta quinta-feira (15), em Porto Alegre, pelo presidente da estatal, Edegar Pretto, durante reunião do governo federal com representantes do setor. 


“Essas sementes serão usadas para reforçar os plantios. É uma mão amiga do governo federal, que neste momento incentiva o agricultor familiar a produzir mais comida, dando as condições e ofertando as políticas públicas para aumentar a produção de alimentos para o consumo interno. E, com isso, baratear o preço nas prateleiras dos supermercados”, destacou Pretto. 


Na ocasião, Pretto assinou o documento que autoriza a ação, que será viabilizada pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea de sementes, mudas e materiais propagativos. A Conab começou a receber propostas dos interessados em fazer a venda de sementes a partir de ontem (15), através do sistema PAANet da Companhia. O sistema fica aberto para o envio das propostas até o dia 20 de junho.


Com o orçamento total de R$ 35 milhões, repassado pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), a Conab irá adquirir essas sementes dos produtores familiares, e fará a distribuição também para a agricultura familiar, contribuindo, assim, para a realização dos direitos dos agricultores às sementes e à agrobiodiversidade.


Doação de alimentos - O presidente também anunciou que a Conab fará a doação de 1.000 kits de alimentos para atender famílias atingidas por barragens e que tiveram suas produções impactadas pelas enchentes no estado. Cada kit pesa 17 kg e contém arroz, feijão, melado, macarrão e farinha de milho. 



Foto: Catiana de Medeiros/Conab

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23 abril 2025

Contrato de Opção: Produtores têm até sexta para antecipar direito de venda de arroz em maio

 


Neste primeiro momento, poderão antecipar o exercício do contrato os produtores e as cooperativas da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, além do Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais


Os produtores de arroz que arremataram lotes nos leilões de Contrato de Opção e quiserem antecipar a venda do produto têm até sexta-feira (25) para exercerem o direito de entregar o grão à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Essa negociação com a estatal é realizada por meio das Bolsas de Mercadorias participantes das operações. Assim, os agricultores interessados na antecipação devem entrar em contato com a corretora que os representaram nos leilões.


A medida visa assegurar renda ao produtor, uma vez que os preços de arroz seguem com tendência de queda no mercado influenciada pela entrada da safra do grão. Neste primeiro momento, poderão antecipar o exercício do contrato os produtores e as cooperativas da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, uma vez que a Companhia estima, com base na evolução da colheita e histórico de acompanhamento de safra, que nessas regiões as lavouras do grão já estarão colhidas ao final de abril deste ano.


Com a antecipação da venda, haverá um desconto no preço pago ao produtor pela diferença no período de carregamento logístico e financeiro do produto. Os agricultores do Rio Grande do Sul que optarem pela venda no início de maio receberão R$ 81,26 pela saca de 50 quilos. Para se ter uma ideia, atualmente, o valor de comercialização para o produtor gaúcho é de R$ 76,38/50kg.


Os contratos foram negociados em três leilões públicos, totalizando 3.396 contratos negociados, o que equivale a cerca de 91,7 mil toneladas de arroz. Os leilões de COV foram realizados em dezembro do ano passado com o objetivo de proteger a renda dos produtores de arroz do país, caso os preços no mercado viessem a cair, o que acabou ocorrendo neste início de ano. A boa produção do produto, não só no Brasil como em outros importantes países produtores, favorece a oferta do grão no mercado internacional. Além da expectativa de uma boa produção mundial para o arroz, a retomada das exportações asiáticas também interfere em uma possível ampliação da oferta no mercado internacional, impactando nos preços de comercialização do produto.


A medida também está dentro das ações de apoio ao produtor e de retomada dos estoques públicos no país, visando incentivar a produção do grão, bem como assegurar remuneração mínima aos trabalhadores do campo.


COV – O Contrato de Opção de Venda é um dos instrumentos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). A ferramenta é um seguro de preço para a data futura, uma vez que garante um valor de comercialização no momento da venda dos produtos amparados pela PGPM. A partir do Contrato de Opção, o agricultor tem a opção de vender ao governo federal o produto pelo preço firmado.


Foto: Paulo Lanzetta/ Embrapa

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10 abril 2025

Safra gaúcha de grãos está estimada em 33,9 milhões de toneladas, aponta novo levantamento da Conab

 

O sétimo levantamento da safra 2024/2025, divulgado na manhã desta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostra que o Rio Grande do Sul deve produzir 33,9 milhões de toneladas de grãos, uma queda de 8% em relação ao ciclo anterior. Apesar da baixa, o estado gaúcho se mantém na quarta posição entre os maiores produtores de grãos, atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás. Para a área, estão projetadas 10,45 milhões de hectares, com um crescimento de 0,3%.


A redução na safra gaúcha de grãos é explicada, principalmente, pela queda de 25,7% na produção de soja, em comparação com a safra passada. A previsão é que o estado produza 14,6 milhões de toneladas. A área plantada está estimada em 6,84 milhões de hectares, um aumento de 1,1%. “O Rio Grande do Sul está passando por uma situação dramática na questão climática. A safra de soja foi prejudicada pela escassez de chuva e os calores extremos, o que comprometeu a produtividade da cultura”, afirma o presidente da Conab, Edegar Pretto. 


Embora as precipitações tenham aumentado em volume e frequência a partir de fevereiro, não foram suficientes para reverter a situação de estresse hídrico nas lavouras. Além disso, as ondas de calor também prejudicaram o desenvolvimento das plantas. Atualmente, 35% da área cultivada já foi colhida, com qualidade variável nos grãos.


Situação de outras culturas no RS


Arroz – A previsão de colheita de arroz é de 8,3 milhões de toneladas, um aumento de 15,9% em relação à safra passada. A área plantada está estimada em 951,9 mil hectares, uma elevação de 5,7%. A produtividade das lavouras colhidas até o momento é considerada boa, principalmente nas áreas semeadas no período ideal, que se beneficiaram de condições meteorológicas favoráveis. Porém, as ondas de calor durante o enchimento dos grãos aumentaram o percentual de grãos avariados em algumas regiões. A operação de colheita avançou significativamente, alcançando 65% da área cultivada. 


Feijão – A produção de feijão deve somar 76,9 mil toneladas, cultivadas em uma área de 48,5 mil hectares. O crescimento na produção em relação ao ciclo passado é de 7,3%. O baixo volume de chuvas e as altas temperaturas no Planalto Superior, que é a principal região produtora do estado, causaram sintomas de estresse hídrico na cultura da 1ª safra. A retomada das chuvas é essencial para manter as expectativas de boas produtividades, já que as lavouras estão em fase de florescimento e enchimento de grãos. Nas demais regiões, a colheita já está praticamente concluída.


Milho – A projeção de produção é de 5,51 milhões de toneladas, 13,7% a mais do que na safra passada. A área destinada ao cultivo é de 719,6 mil hectares, o que representa uma redução de 11,7%. A colheita, que já alcança 86% da área cultivada, está concentrada no Planalto Superior, onde a semeadura foi mais tardia e ainda restam áreas a serem colhidas, além das lavouras cultivadas na safrinha. A estiagem afetou as lavouras durante o desenvolvimento vegetativo, florescimento e enchimento de grãos, reduzindo a expectativa de produtividade. Apesar disso, as áreas colhidas até o momento apresentaram boas produtividades, especialmente nas lavouras semeadas no início da janela de semeadura, que se beneficiaram de um bom regime pluviométrico.


Trigo – Considerada a principal cultura de inverno no estado, a produção de trigo deve totalizar 4,09 milhões de toneladas, um crescimento de 4,4% em relação à safra 2023/2024. A área dedicada ao cultivo está estimada em 1,29 milhão de hectares, com uma redução de 3,8%. Apesar da expectativa de diminuição da área cultivada, a produtividade deve apresentar melhora. A semeadura do cereal deverá iniciar apenas em maio nas regiões mais quentes do estado, como o Alto Uruguai, a Fronteira Oeste e a Missões.


Foto: Luiz Henrique Magnante/Embrapa

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31 março 2025

Conab publica edital para novo concurso público



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou o edital de seu novo concurso público no Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira (28). O certame, organizado pelo Instituto Consulpam, oferece 403 vagas em âmbito nacional para cargos de nível médio e superior. As inscrições estarão abertas de 14 de abril a 15 de maio de 2025. A remuneração inicial para o cargo de nível médio R$ 3.459,87, e para de nível superior é de R$ 8.140,88. As provas objetivas e discursivas estão programadas para 13 de julho de 2025, com aplicação em todas as capitais brasileiras.


As oportunidades estão distribuídas entre os cargos de assistente, que exige nível médio completo ou médio com formação técnica em tecnologia da informação, contabilidade e técnico agrícola; e de analista, que requer nível superior em diversas áreas. Entre as graduações aceitas estão administração, contabilidade, arquitetura, engenharias (civil, elétrica, mecânica, de alimentos, agrícola e agronômica), nutrição, psicologia, economia, gestão do agronegócio, arquivologia, direito, estatística, jornalismo, marketing, letras, pedagogia e tecnologia da informação.


O concurso da Conab visa preencher vagas em diferentes regiões do país, contribuindo para a renovação e fortalecimento do quadro de funcionários da companhia. Os candidatos interessados devem acompanhar possíveis atualizações no cronograma através do site oficial do Instituto Consulpam.


A seleção de novos profissionais para a Conab é parte dos esforços para manter a eficiência nas operações de abastecimento e segurança alimentar e nutricional no Brasil. Os aprovados atuarão em diversas áreas estratégicas da Companhia, desde o planejamento até a execução de políticas públicas relacionadas ao setor agrícola e alimentar.


Mais informações: https://www.conab.gov.br/empregados/concursos-em-aberto 



Foto: Catiana de Medeiros/Conab


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14 março 2025

Safra gaúcha de grãos deve atingir 36,34 milhões de toneladas, estima Conab

 


Levantamento da estatal aponta queda na produção de soja e aumento nas produções de arroz, feijão, milho e trigo


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) confirmou, nesta quinta-feira (13), que o Brasil pode alcançar um novo recorde na safra de grãos. O 6º levantamento da safra 2024/2025 projeta um volume de 328,31 milhões de toneladas, um aumento de 10,3% (30,56 milhões de toneladas) em comparação à safra anterior. O crescimento da produção e produtividade, especialmente para soja, milho e arroz, somado a um aumento de 2,1% na área plantada, é atribuído à conjuntura mercadológica favorável e à expectativa de condições climáticas mais adequadas ao desenvolvimento das culturas.


No Rio Grande do Sul, a produção deve atingir 36,34 milhões de toneladas, uma redução de 1,3% em relação à safra passada. O estado se mantém na posição de terceiro maior produtor de grãos no país, atrás de Mato Grosso e Paraná, seguido por Goiás. Já a área plantada está prevista em 10,45 milhões de hectares, um aumento de 0,3%. A queda na produção foi motivada pela estiagem, que impactou principalmente a cultura da soja. No entanto, há perspectiva de excelente produção nas safras de arroz e milho.


Durante o levantamento, realizado no final de fevereiro, a estiagem persistia no estado. As lavouras foram impactadas por chuvas irregulares e mal distribuídas, com temporais associados às altas temperaturas, o que gerou a escassez de precipitações significativas, afetando reservatórios de água. “O nosso estado, que produz 11% da safra nacional de grãos, enfrentou novamente desafios climáticos que impactaram negativamente a cultura da soja. No entanto, o 6º levantamento apresenta perspectivas positivas para as safras de milho e arroz, o que representa um benefício significativo para o estado e para o Brasil, já que o Rio Grande do Sul é o principal produtor nacional de arroz e de milho 1ª safra”, destaca o presidente da Conab, Edegar Pretto.


Os números da safra gaúcha


Arroz e feijão – A produção de arroz deve atingir 8,3 milhões de toneladas, um aumento de 15,9% em relação ao ciclo anterior. A área plantada está estimada em 951,9 mil hectares, com crescimento de 5,7%. A expectativa é de aumento da área cultivada em todas as regiões produtoras, especialmente na Sul e na Fronteira Oeste, devido à boa rentabilidade da cultura no momento do plantio, ao bom volume de água nas barragens e rios durante o plantio e à possibilidade de preparo antecipado das áreas, o que favorece boas produtividades.


A produção de feijão deve alcançar 76,9 mil toneladas, um aumento de 7,3%. A área plantada está prevista em 48,5 mil hectares. O cultivo de feijão cores da 1ª safra está concentrado no Planalto Superior, onde se utiliza de bons pacotes  tecnológicos. A semeadura começou em dezembro e foi concluída em janeiro. Mais de 60% das lavouras estão no enchimento de grãos e 30% em florescimento. Embora a estiagem tenha impactado o desenvolvimento, as condições climáticas na região foram menos severas, e as lavouras ainda apresentam bom potencial produtivo.


A semeadura do feijão preto da 2ª safra continua no estado. Iniciada em janeiro, a operação avançou lentamente até fevereiro, quando as chuvas melhoraram as condições do solo, permitindo um aumento rápido da área semeada, que atingiu 88% no final do mês. No Planalto Médio, que é a principal região produtora, as expectativas são boas, especialmente devido à alta proporção de lavouras irrigadas. Nessa região, 90% da área foi semeada, 20% está em emergência e 80% em desenvolvimento vegetativo.


Soja – A produção de soja está estimada em 17,1 milhões de toneladas, uma redução de 13,2% em relação à safra anterior, posicionando o estado como o 4º maior produtor da oleaginosa, atrás de Mato Grosso, Paraná e Goiás. A área cultivada deve aumentar para 6,84 milhões de hectares, com um incremento de 74,4 mil hectares (1,1% a mais que na safra 2023/2024).


As lavouras de soja continuam sendo afetadas pela falta de chuvas regulares. As semeadas mais tarde sofreram prejuízos significativos, com perdas que podem ser irreversíveis. A estimativa de produtividade é de 2.495 kg/ha, uma redução de 7,5% em relação ao levantamento anterior, 16,1% abaixo da estimativa inicial e mais de 30% em relação ao potencial da cultura.


Milho – O RS é o maior produtor de milho 1ª safra. A semeadura foi concluída, e a colheita já ultrapassa 80%. A produção está prevista em 5,5 milhões de toneladas, um aumento de 13,7%. A área plantada pode chegar a 719,6 mil hectares, uma redução de 11,7%. A estimativa de produtividade média foi ajustada para 7.664 kg/ha, um aumento de 16% em relação ao mês anterior. Embora as lavouras ainda no campo tenham apresentado perdas, as lavouras já colhidas possibilitaram esse incremento. Apesar dos resultados positivos, algumas lavouras apresentaram perdas consolidadas devido à estiagem.


Trigo (safra 2025) – O estado gaúcho é o maior produtor de trigo no país. Para a safra de inverno de 2025, a produção deve crescer 4,4%, chegando a 4,1 milhões de toneladas. A área cultivada está prevista em 1,29 milhão de hectares, uma redução de 3,8% em relação ao ciclo de 2024. A produtividade média estimada é de 3.172 kg/ha. Os dados para o trigo, que será implantado por volta de maio, são baseados em modelos estatísticos e análises de mercado.



Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

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14 fevereiro 2025

Safra recorde: Conab estima novo aumento na produção de grãos no país, chegando a 325,7 milhões de toneladas

 


Para o Rio Grande do Sul, previsão é que o estado tenha a terceira maior safra da história, com 36,7 milhões de toneladas


Os produtores brasileiros devem colher 325,7 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/25, um crescimento de 9,4% em relação à temporada anterior. O resultado é reflexo tanto de um aumento de 2,1% na área cultivada, estimada em 81,6 milhões de hectares, como na recuperação de 7,1% na produtividade média das lavouras, prevista para 3.990 quilos por hectare. Caso esse cenário se confirme no final do ciclo, este será o maior volume a ser colhido na série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os dados estão no 5º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado pela estatal nesta quinta-feira (13).


A Conab aponta para um aumento na produção total de milho, com expectativa de produção chegando a 122 milhões de toneladas, alta de 5,5% sobre a colheita no ciclo anterior. A colheita da primeira safra já atinge 13,3% da área plantada. Nesta temporada houve uma redução de 6,6% na área semeada para o milho. Mas essa queda foi compensada pelo ganho da produtividade média, superior em 9,9% à 2023/24. Com isso, a projeção é que sejam colhidas 23,6 milhões de toneladas apenas neste primeiro ciclo. Já na segunda safra do grão, a semeadura foi realizada em 18,8% da área. As condições climáticas são favoráveis e projeta-se, no momento, crescimento de 2,4% para a área de plantio, refletindo em uma produção de 96 milhões de toneladas, crescimento de 6,4%.


Com 14,8% da área já colhida, a produção de soja está estimada em 166 milhões de toneladas, 18,3 milhões acima do total produzido na safra anterior. O resultado reflete o aumento na área destinada para a cultura combinada com a recuperação da produtividade média nas lavouras do país. As condições climáticas foram favoráveis, principalmente no Paraná, em Santa Catarina e na maioria dos estados do Centro-Oeste. As exceções ficam para Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul, que registraram restrição hídrica a partir de meados de dezembro.


Com a semeadura praticamente concluída, a área destinada para o arroz deve atingir 1,7 milhão de hectares, 6,4% superior à área cultivada na safra anterior. No Rio Grande do Sul, maior produtor do grão no país, as altas temperaturas e a redução hídrica dos reservatórios, em algumas regiões do estado, embora não indiquem redução de produtividade média, causam preocupações aos produtores. A Conab estima que a produção chegue a 11,8 milhões de toneladas, alta de 11,4% quando comparada com a colheita da safra passada.


Para o feijão, também se espera um maior volume colhido em 2024/25, com as três safras da leguminosa chegando a 3,3 milhões de toneladas. A primeira safra do produto se encontra em diversos estágios fenológicos e 47% da área estava colhida em 10 de fevereiro. A Conab verifica aumento tanto de área como de produtividade, com a produção estimada em 1,1 milhão de toneladas. Para a segunda safra de feijão, o plantio está em fase inicial e a expectativa é que a colheita chegue a 1,46 milhão de toneladas; enquanto que na terceira a projeção é que sejam colhidas 778,9 mil de toneladas.


Safra gaúcha de grãos


O Rio Grande do Sul, que é responsável por 11,3% da produção nacional, deve obter a terceira maior safra de grãos da história, atingindo 36,7 milhões de toneladas. Mesmo sendo um dos maiores volumes da série histórica, isso representa uma queda de 0,2% em relação à safra de 2023/2024. O motivo é a redução na produtividade da soja, devido a severos déficits hídricos ocorridos em grande parte do estado entre meados de dezembro de 2024 e durante o mês de janeiro de 2025. Ainda assim, o Rio Grande do Sul se mantém na posição de terceiro maior produtor de grãos no país, atrás do Mato Grosso (1º) e do Paraná (2º). O cultivo de grãos ocorre em 10,44 milhões de hectares, um aumento de 0,3% na área.


A produção gaúcha de soja enfrenta inúmeras dificuldades devido à estiagem, condição que atinge a maior parte das regiões produtoras por registrarem precipitações irregulares e localizadas. A estimativa de colheita é de 18,45 milhões de toneladas, uma redução de 6,1%. Já a área plantada teve aumento de 1,1%, chegando a 6,84 milhões de hectares.


Arroz e feijão – Com o plantio já finalizado no estado, a produção de arroz pode alcançar 8 milhões de toneladas, um aumento de 11,7%. Se confirmada a estimativa, será uma das maiores safras do grão. Já a área plantada é de 951 mil hectares, uma alta de 5,7%. Quanto às condições das lavouras, mais de 50% estão em fase de desenvolvimento vegetativo, 37% em floração e 12% em início de enchimento de grãos, de acordo com o monitoramento semanal da Conab.


A produção de feijão deve chegar a 76,9 mil toneladas, um aumento de 7,3%, enquanto a área cultivada está prevista em 48,5 mil hectares. O feijão preto primeira safra, que é o mais produzido e consumido no estado, apresenta grande variação entre as etapas de desenvolvimento. A maioria das lavouras está em fase de maturação e efetiva colheita. Já o feijão preto segunda safra está no início do plantio e as condições climáticas desfavoráveis, devido à estiagem, dificultam a sua implantação.


Milho e trigo – A Conab prevê 4,8 milhões de toneladas de milho, 0,4% a menos do que no ciclo anterior. A atual área destinada ao plantio soma 719,6 mil hectares e apresenta redução de 11,7%. Principal cultura de inverno, o trigo deve somar 4 milhões de toneladas na safra de 2025. A alta é de 4,4% em relação ao colhido no ano passado. Na área plantada, a previsão é de 1,28 milhão de hectares, uma redução de 3,8%. O plantio do cereal ocorre normalmente nos meses de junho e julho. Os números de área, bem como de produtividade, são baseados em modelos estatísticos.


Foto: Jane Machado/Embrapa

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19 dezembro 2024

Homens públicos lançam manifesto nacional pelo fim da violência contra as mulheres

 

Iniciativa é liderada pelo presidente da Conab, Edegar Pretto, com o apoio do Movimento Mundial HeForShe, da ONU Mulheres e do Ministério das Mulheres


Um Manifesto Nacional de Mobilização de Homens Públicos pelo Fim da Violência Contra as Mulheres e Meninas foi lançado nesta quarta-feira (18) no Palácio do Planalto, em Brasília, reunindo autoridades dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, entre elas, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. A iniciativa foi liderada pelo presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, que desde 2011 atua na causa. O evento foi promovido pelo Movimento Mundial HeForShe (ElesPorElas), pela ONU Mulheres, pela Conab e pelo Ministério das Mulheres, e também contou com as presenças da ministra Cida Gonçalves e da representante interina da ONU Mulheres no Brasil, Ana Carolina Querino. 


O objetivo é unir esforços e compromissos para ampliar a causa do combate à violência contra as mulheres e meninas. A ideia é estimular homens públicos a lançarem manifestos em todos os estados do país e pactuar ações que possam contribuir com a redução dos casos de violência. “Há uma compreensão de que a violência contra as mulheres é praticada pelos homens. Por isso a necessidade de reconhecer o machismo enraizado na sociedade. Essa realidade violenta exige um compromisso ativo dos homens, que, frequentemente, optam pelo caminho mais cômodo, perpetuando o sofrimento feminino. É isso que queremos mudar”, afirma Pretto.


Entre as autoridades que assinaram o documento, além de Pretto e Alckmin, estão o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Rogério Schietti Cruz; os ministros do governo Lula, Wellington Dias (MDS) e Paulo Pimenta (Secom); o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli; parlamentares e representantes de estatais e de autarquias federais. Do Rio Grande do Sul, também aderiram ao manifesto os deputados da bancada federal do PT; o senador Paulo Paim; o defensor público-geral do Estado, Nilton Leonel Arnecke Maria, que representou o Conselho Nacional das Defensoras e Defensores Públicos-Gerais (Condege); e o juiz militar Fábio Duarte Fernandes, que representou a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).


Segundo informações do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024, o Brasil registrou um estupro a cada seis minutos em 2023, sendo que 70% das vítimas são meninas menores de 14 anos e 64% dos agressores são familiares. Além disso, 1.467 mulheres foram mortas pelo fato de serem mulheres. No ranking dos cinco estados com maior índice de feminicídios estão São Paulo (221), Minas Gerais (183), Bahia (108), Rio de Janeiro (99) e Rio Grande do Sul (87). 


Por meio do manifesto, os signatários declaram apoio incondicional às vítimas e se comprometem a fomentar iniciativas e ações de enfrentamento à violência, além de fortalecer organizações e políticas públicas de proteção e respeito aos diretos das mulheres e meninas. O manifesto também simboliza a mobilização de homens públicos pelo Feminicídio Zero e atuação em situações de abuso e violência, promovendo uma cultura de respeito e igualdade em todos os espaços.


Foto: Daniel Kazeil/Conab

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16 dezembro 2024

Palmeira das Missões: Conab promove oficina para ampliar acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos

 

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está capacitando agricultores familiares para ampliar a participação de cooperativas e associações em programas de compras públicas, em especial o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A estatal promoveu na última sexta-feira (13), em Palmeira das Missões, uma oficina para fornecedores do PAA da região da Zona da Produção. A iniciativa é fruto de uma parceria da Conab com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), o que vai viabilizar formações em compras públicas em mais sete estados, além do Rio Grande do Sul – Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Rondônia, Paraíba, São Paulo e Piauí, e no Distrito Federal.


As atividades integram o Programa Nacional de Formação em Compras Públicas da Agricultura Familiar, que tem o objetivo de garantir ao setor a capacitação necessária para que acesse o maior número de políticas e programas de compras públicas do governo federal. Além do PAA, a formação também é voltada à Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) e ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae). 


Conforme o presidente da Conab, Edegar Pretto, “a iniciativa contribui para que o governo federal se torne o grande cliente da agricultura familiar, garantindo trabalho, renda e permanência das famílias no campo, além de estimular a produção de alimentos e ajudar a combater a fome no país”.


A capacitação reuniu agricultores familiares, indígenas, quilombolas e assentados no campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Lá, eles debateram sobre cooperativismo, gestão de negócios e redes de comercialização. O evento também contou com a participação de prefeitos e vereadores, além de representantes de movimentos sociais, da UFSM, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS) e do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSul).


Outras capacitações com os mesmos objetivos já ocorreram nas regiões Metropolitana de Porto Alegre, Sul, Fronteira Oeste e Campanha. Após a conclusão desta primeira rodada de formação de agricultores familiares, a Conab dará início a uma segunda fase do programa no estado, contemplando, desta vez, entidades que recebem alimentos do PAA.


Execução do PAA


O PAA é uma das principais políticas de incentivo à produção de alimentos, de geração de renda no campo e de combate à fome no país. As operações nacionais da Conab no programa somam R$ 1,1 bilhão. No Rio Grande do Sul, o investimento é de R$ 121,6 milhões em projetos de cozinhas solidárias, Compra com Doação Simultânea, Compra Direta e Compra Institucional, com aquisição de leite em pó e de diversos outros produtos da agricultura familiar, além de doações de sementes para o setor. 


Foto: Divulgação

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10 dezembro 2024

Conab realiza novos leilões de contrato de opção de venda de arroz nesta sexta, 13

 

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) dará continuidade, na próxima sexta-feira (13), aos leilões de Contrato de Opção de Venda Público (COV) de arroz. A medida visa diversificar, estimular e ampliar a produção do grão no país.


“O arroz é um importante alimento na dieta do brasileiro, e o governo federal vem adotando medidas de estímulo à produção de arroz, que vinha caindo nos últimos anos. Como resultado dessas medidas, vamos colher uma das maiores safras de arroz dos últimos anos, mas queremos que o produtor continue plantando. Para isso, o produtor precisa ter garantia de preço. E os contratos de opção são uma forma moderna de garantir preço ao produtor rural”, destaca o diretor de Operações e Abastecimento da Conab, Arnoldo de Campos.


A Conab vai realizar seis operações de acordo com os avisos. Os três primeiros serão destinados exclusivamente para a agricultura familiar, produtores rurais e cooperativas que possuem Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) ou Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). Os demais serão destinados a todos os produtores rurais e cooperativas, inclusive agricultores familiares.


O total ofertado será de 17.760 contratos de 27 toneladas cada. A oferta será para os estados de Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins. O governo federal destinou à Conab cerca de R$ 1 bilhão, para a aquisição de até 500 mil toneladas de arroz longo fino em casca, tipos 1 e 2 da safra 2024/25.


Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa


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05 dezembro 2024

Conab comprará sementes de arroz para doar a agricultores familiares gaúchos

 



Nesta sexta-feira (6), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará três leilões eletrônicos para a compra de 75.000 kg de sementes de arroz, com o objetivo de atender cooperativas e assentamentos no estado do Rio Grande do Sul. A ação faz parte da estratégia do governo federal para apoiar a agricultura familiar e garantir o abastecimento de sementes de qualidade para a produção de arroz, contribuindo para a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável da pequena produção no país. Os recursos são provenientes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).


A compra atende à demanda específica de sementes de arroz da safra 2024/2025, considerando o perfil dos produtores rurais de pequeno e médio porte, que dependem de ações como essa para aumentar a produtividade e a rentabilidade de suas culturas. A escolha dos lotes e das variedades de arroz reflete a adaptação às condições regionais, possibilitando melhores resultados agronômicos e o desenvolvimento contínuo da produção no estado.


A primeira operação do leilão eletrônico prevê a aquisição de 15.000 kg de sementes de arroz EPAGRI 108, safra 2024/2025, que serão entregues no Assentamento Capela, em Nova Santa Rita. A organização responsável pela recepção das sementes será a Cooperativa de Produção Agropecuária de Nova Santa Rita (Coopan).


A segunda operação contempla a compra de 30.000 kg de sementes de arroz BRS A705, também safra 2024/2025. Este lote será destinado ao Assentamento Integração Gaúcha, localizado em Eldorado do Sul. A recebedora será a Associação Dezenove de Setembro.


A terceira operação trata da aquisição de 30.000 kg de sementes de arroz BRS Pampeira, safra 2024/2025, divididas em dois lotes de 15.000 kg cada. O primeiro lote será entregue no Assentamento Capela, em Nova Santa Rita, com a Coopan como recebedora. Já o segundo lote será destinado ao Assentamento Filhos de Sepé, em Viamão, com a Associação dos Moradores Filhos de Sepé (Aafise) como recebedora.


Os leilões ocorrerão a partir das 9h30, em modalidade "viva-voz", utilizando o Sistema de Comercialização Eletrônica da Conab (Siscoe), com interligação das Bolsas de Cereais, de Mercadorias e/ou de Futuros. Para participar, os interessados devem atender a uma série de requisitos, incluindo o cadastro nas Bolsas, regularidade fiscal e trabalhista, e a documentação pertinente ao Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem). Cada participante poderá ser representado por uma única Bolsa e um único corretor durante a operação.


Para mais informações sobre os leilões, os interessados podem acessar os editais completos no Portal de Comercialização da Conab.


Serviço:

Leilão de Compra de Sementes de Arroz – Editais Nºs 128, 129 e 130/2024

Data: sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Horário: a partir de 9h30

Portal de Comercialização: https://portaldecomercializacao.conab.gov.br/#/home



Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

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25 novembro 2024

Edegar Pretto apresenta trabalho da Conab no combate à fome, em evento internacional na Argentina

 

A convite do Ministério de Desenvolvimento Agrário da província de Buenos Aires e da Universidade Nacional de Hurlingham, o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto, foi um dos conferencistas do 1º Congresso Internacional de Alimentos, que aconteceu na quinta e sexta-feira (21 e 22) na Argentina. Além da Conab, Pretto também representou a Rede de Sistemas Públicos de Abastecimento e Comercialização de Alimentos na América Latina e Caribe (Rede SPAA), da qual assumiu a presidência em agosto deste ano. 


Em conferência magistral, Pretto compartilhou a experiência do governo brasileiro, por meio da Conab, em informações agropecuárias, na formação de estoques públicos, na elaboração do Plano Nacional de Abastecimento Alimentar e na execução de políticas públicas, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), para estímulo à produção de alimentos e o combate à fome no Brasil.


“A fome não tem fronteira. A dor da fome no Brasil é a mesma na Argentina e em toda parte do mundo. Nós estamos caminhando para acabar com a fome outra vez, mas também queremos estender a mão, com solidariedade, a países que precisam da nossa experiência. Ao mesmo tempo, nós estamos aprendendo com experiências muito ricas de outros países que também se mobilizam nessa direção”, afirma o presidente da Conab.


Pretto também apresentou o trabalho da Rede SPAA, que reúne 18 países. Um dos destaques foi a parceria firmada com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), com vistas à cooperação técnica na América Latina e no Caribe, para garantir a segurança alimentar e desenvolver a agricultura sustentável, com apoio à pesquisa e à utilização de novas tecnologias no campo. 


Ao todo, foram realizadas quatro conferências magistrais e 12 painéis simultâneos, que colocaram no centro dos debates temas como as perspectivas para o sistema agroalimentar global; alimentação e direito à saúde; políticas públicas e segurança alimentar. O evento reuniu cerca de 400 pessoas de países da América Latina e Caribe, na Universidade Nacional de Hurlingham, para trocar experiências, gerar conhecimentos e incentivar a formulação de políticas públicas. Entre elas, autoridades, membros da comunidade científica e acadêmica, funcionários públicos das áreas produtivas e de ciência alimentar, produtores e empresas do setor produtivo, câmaras empresariais e associações de consumidores.


Foto: Daniel Kazeil/Conab

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14 novembro 2024

Conab mantém previsão de safra recorde de grãos no Rio Grande do Sul

 

O Rio Grande do Sul segue com a previsão de produzir o maior volume de grãos da sua história, de acordo com o 2º levantamento da safra 2024/2025, divulgado nesta quinta-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa é de 38,35 milhões de toneladas, um aumento de 3,3% em relação ao ciclo passado. Já a área plantada deve ter acréscimo de 0,7%, somando 10,48 milhões de hectares. 


“Esse bom resultado é puxado, principalmente, pela perspectiva de recuperação da produtividade do arroz e da soja. Hoje o Rio Grande do Sul é o terceiro estado que mais produz grãos, abaixo das áreas produtoras do Mato Grosso e Paraná, além de ser responsável por 12% da safra nacional de grãos”, afirma o presidente da Conab, Edegar Pretto.


Para a soja, é projetada uma safra de 20,34 milhões de toneladas, um aumento de 3,5%. A principal cultura do estado deve apresentar novo incremento na área cultivada, chegando a 6,84 milhões de hectares. A expectativa é de um aumento de 74,4 mil hectares, valor 1,1% superior ao da safra 2023/2024. De acordo com o atual levantamento da estatal, o Rio Grande do Sul está na posição de terceiro maior produtor de soja do país, atrás do Mato Grosso e do Paraná.


A produção de arroz deve chegar a 8,25 milhões de toneladas, em uma área de 988 mil hectares. As altas são, respectivamente, de 15,3% e 9,7%. O crescimento da área cultivada ocorre em todas as regiões produtoras, com destaque para a Sul e a Fronteira Oeste. Entre os motivos para esse cenário positivo estão a boa rentabilidade da cultura, a queda da rentabilidade da soja, o bom volume de água nas barragens e nos rios e a possibilidade de preparar antecipadamente as áreas, o que permite a obtenção de boas produtividades. 


O volume esperado para o feijão preto e cores é de 76 mil toneladas, 6% a mais do que na safra passada. As lavouras destinadas ao plantio chegam a 49,4 mil hectares, uma elevação de 1,9%. A semeadura do feijão preto de primeira safra já alcança 65% da área total prevista. Já o cultivo do feijão cores ocorre somente a partir de dezembro. Conforme a Conab, a área cultivada com feijão cores tem apresentado uma tendência de aumento nas safras recentes. A maior rentabilidade da cultura tem levado os produtores a realizar seu cultivo no Planalto Superior, região com condições de solo e clima favoráveis à cultura.


Milho e trigo


O milho deve atingir uma produção de 4,3 milhões de toneladas, uma baixa de 11,4%. Há, ainda, uma expectativa de redução de 11,7% da área cultivada em relação à safra passada, chegando a 719,6 mil hectares. Entre os motivos para essa queda estão o elevado risco de perda por eventual estiagem, o aumento da incidência de cigarrinha nas lavouras, o que exige maior custo para o controle, e a substituição por cultura mais rentável.


A Conab ainda acompanha a cultura do trigo do ciclo 2023/2024. A previsão de produção é de 4,19 milhões de toneladas. O levantamento de safra mostrou uma queda de 10,6% na área cultivada com o cereal, totalizando 1,34 milhão de hectares, mas uma boa produtividade. A falta de sementes em quantidade e qualidade e a alta suscetibilidade da cultura às perdas, decorrentes de geadas e chuvas, são apontados como alguns dos principais motivadores da redução de área.


Produção nacional de grãos


A segunda estimativa da Conab para a safra de grãos indica um volume de produção de 322,53 milhões de toneladas no país, aumento de 8,2% se comparado com o resultado obtido no último ciclo, o que representa cerca de 24,6 milhões de toneladas a mais a serem colhidas. O crescimento reflete uma estimativa de elevação na área plantada e uma expectativa de recuperação na produtividade média das lavouras no país. No geral, os agricultores deverão semear ao longo deste ciclo 81,4 milhões de hectares, ante os 79,9 milhões de hectares cultivados em 2023/2024. 


O maior crescimento é esperado para a área semeada de arroz, que deve passar de 1,6 milhão de hectares em 2023/2024 para 1,77 milhão de hectares no atual ciclo. A semeadura já teve início nas principais regiões produtoras e chega a 65% da área. Com uma produtividade estimada em 6.814 quilos por hectare, a produção deve ficar acima de 12 milhões de toneladas.



Mais detalhes da safra nacional de grãos: https://www.conab.gov.br/ultimas-noticias/5821-nova-estimativa-da-conab-para-safra-de-graos-2024-25-e-de-322-53-milhoes-de-toneladas 

Íntegra da divulgação do segundo levantamento da safra de grãos 2024/2025: https://youtu.be/SOXxisG3OxU

Foto: Rufino, R. R / Embrapa

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07 novembro 2024

Produtores de trigo do RS poderão vender até 200 mil toneladas do cereal para a Conab

 



Anúncio foi feito pelo presidente da estatal, Edegar Pretto, e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira


Produtores de trigo do Rio Grande do Sul poderão vender ao Governo Federal até 200 mil toneladas do grão da safra 2024/2025, por meio do mecanismo de Aquisição do Governo Federal (AGF), previsto na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). A compra  será realizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e conta com recursos de R$ 261 milhões.


A medida atende o Rio Grande do Sul, estado onde o preço médio pago ao produtor do grão se encontra em torno de R$ 67,11 a saca de 60 quilos, abaixo do mínimo estabelecido pelo governo que é de R$ 78,51 na praça gaúcha. No entanto, a Companhia continua acompanhando o mercado, uma vez que o mecanismo pode ser utilizado nos demais estados produtores que tenham o preço de mercado inferior ao mínimo, limitado ao volume de recursos disponível.


O anúncio da ação foi feito nesta quinta-feira (7), durante coletiva de imprensa que contou com a participação do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira; do presidente da Conab, Edegar Pretto; da diretora Administrativa, Financeira e de Fiscalização, Rosa Neide; e dos diretores de Política Agrícola e Informações, Sílvio Porto, e de Operações e Abastecimento, Arnoldo de Campos.


O presidente da Conab destacou a importância do trigo na alimentação dos brasileiros e as ações do Governo Federal para estimular o setor. No ano passado, a estatal apoiou a comercialização e o escoamento de trigo, com ações de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP).


“Neste ano, pela necessidade, iremos fazer nova intervenção. Desta vez, pelo mecanismo de Aquisição do Governo Federal. Vamos fazer estoque público de trigo, para fazer a intervenção no momento em que o consumidor precisar de ajuda. Quando subir o preço em uma região, tendo trigo em estoque, podemos fazer a intervenção, garantindo a estabilidade de preços para os consumidores”, afirmou Pretto.


O ministro destacou as políticas do Governo Federal de apoio à agricultura brasileira, ressaltando o Plano Safra. “Todos os instrumentos de apoio ao campo estão sendo oferecidos e ao mesmo tempo estão sendo aprimorados.”


Os interessados em vender o trigo para a Companhia devem estar cadastrados no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican) e procurar a regional da Conab no estado gaúcho para orientação sobre o preenchimento dos formulários exigidos para a operação, bem como a apresentação de documentos adicionais que se fizerem necessários.


Análise do mercado do trigo


A boa oferta do cereal no mercado internacional tem refletido em uma pressão de baixa nas cotações do produto, cenário que se estende por mais de um ano. Na safra passada, o governo federal lançou instrumentos de apoio à comercialização por meio de leilões públicos do Pepro e PEP, como forma de auxiliar os produtores. Com estas operações, o governo apoiou o escoamento de cerca de 479,28 mil toneladas do cereal.


Para a atual temporada, a produção brasileira do grão está estimada em cerca de 8,64 milhões de toneladas, um aumento de 2,1% quando comparado com o volume obtido em 2023. A quebra registrada no Paraná e com as adversidades climáticas registradas em importantes regiões produtoras mundiais como Rússia, Europa, Estados Unidos e Austrália, refletiram em uma amena recomposição dos preços nacionais. Ainda assim, as cotações atuais têm permanecido abaixo do preço mínimo vigente no estado gaúcho.


Aquisição do Governo Federal (AGF)


Instrumento da PGPM, a AGF tem o objetivo de apoiar produtores rurais, agricultores familiares e suas cooperativas por meio da aquisição de produtos quando o preço de mercado se apresenta inferior ao preço mínimo estabelecido para a safra vigente. A aquisição depende do repasse, pelo Tesouro Nacional, dos recursos necessários à operacionalização das aquisições.


Imagens: Conab/Divulgação


📸 Foto: Catiana de Medeiros/Conab

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15 outubro 2024

Safra 2024/2025: Rio Grande do Sul deve ter a maior produção de grãos da sua história, estima Conab

 

O primeiro levantamento da safra de grãos 2024/2025, divulgado nesta terça-feira (15) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mostra que o Rio Grande do Sul poderá ter a maior safra de grãos da sua história, impulsionada pela recuperação da produtividade do arroz e da soja. Se confirmada a previsão, será a maior marca registrada para o estado na série histórica da Conab, iniciada no ciclo 1976/1977. A produção gaúcha está prevista em 38,35 milhões de toneladas, 3,3% a mais do que na safra anterior, quando foram colhidas 37,1 milhões de toneladas. Esse cenário coloca o estado na posição de terceiro maior produtor de grãos do país, atrás do Mato Grosso e do Paraná. Já a área destinada ao plantio está estimada em 10,48 milhões de hectares, uma elevação de 0,7%. 


Um dos principais alimentos consumidos pelos brasileiros, o arroz deve ter aumento de 15,3% na produção gaúcha, chegando a 8,26 milhões de toneladas. A área está prevista em 988 mil hectares, uma elevação de 9,7%. O Rio Grande do Sul é responsável por cerca de 70% do arroz que é produzido no país, o que ajuda a impulsionar a safra nacional do cereal, que deverá ter alta de 13,8% e está estimada em 12,05 milhões de toneladas. 


“Com esses números, a previsão é de que o Brasil volte ao patamar das maiores safras de arroz da sua história. Isso é resultado do trabalho dos nossos produtores, em parceria com o governo federal, que voltou a elaborar políticas públicas para todo o campo agrícola brasileiro, contemplando pequenos, médios e grandes agricultores. Somente por meio dos planos safra, são R$ 593 bilhões em investimentos no setor”, reforça o presidente da Conab, Edegar Pretto.


O período de semeadura de arroz teve início no estado e atinge 16% do previsto, com mais de 150 mil hectares semeados. A expectativa é de aumento da área cultivada em todas as regiões produtoras, com destaque para as regiões Sul e Fronteira Oeste. Entre os motivos estão a boa rentabilidade da cultura, o bom volume de água nas barragens e nos rios das regiões produtoras e a possibilidade de realizar o preparo antecipado das áreas, permitindo a obtenção de boas produtividades.


Outros números da safra gaúcha


Segundo a Conab, o Rio Grande do Sul é o terceiro estado que mais produz soja no país – o primeiro é o Mato Grosso e o segundo é o Paraná. A estatal prevê a produção de 20,34 milhões de toneladas da oleaginosa, um aumento de 3,5% em relação à safra passada. A principal cultura do estado deve apresentar, ainda, um incremento de 1,1% na área cultivada, chegando a 6,84 milhões de hectares.


O estado gaúcho também é o que mais produz milho na primeira safra. A produção total do grão, neste ciclo, deve chegar a 4,3 milhões de toneladas, uma baixa de 11,4% em comparação com o ciclo anterior. A área estimada para a cultura está em 719,6 mil hectares, uma redução de 11,7%. 


Para o feijão, a Conab projeta alta de 6% na produção e de 1,9% na área, passando, respectivamente, para 76 mil toneladas e 49,4 mil hectares. Conforme a estatal, a área cultivada com feijão cores, na primeira safra, tem apresentado uma tendência de aumento nas safras recentes do estado. 


No que diz respeito ao trigo, que é a principal cultura de inverno, a Conab ainda acompanha a safra 2024, que teve a colheita iniciada recentemente, e tem previsão de recuperação na produção em relação ao ciclo passado. Os agricultores gaúchos, que são os maiores produtores do cereal no país, devem colher 4,19 milhões de toneladas. Já a área plantada deve somar 1,34 milhão de hectares. 


Produção nacional de grãos


A primeira estimativa da Conab aponta para uma produção nacional de 322,47 milhões de toneladas de grãos. O volume representa um crescimento de 8,3% ao obtido em 2023/2024, ou seja, 24,62 milhões de toneladas a serem colhidas a mais que no ciclo anterior, estabelecendo um novo recorde na série histórica caso o resultado se confirme ao final do ano agrícola. Para a área, estima-se crescimento de 1,9% sobre a safra anterior, passando para 81,34 milhões de hectares. 


As informações completas sobre o levantamento da safra de grãos 2024/25 e as condições de mercado destes produtos podem ser conferidos no Portal da Conab.



Foto: Paulo Lanzetta/Embrapa


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01 outubro 2024

Produção nacional: Conab recebe crédito extra de R$ 998 milhões para fazer estoques de arroz


 Ação do governo vai viabilizar o lançamento de contratos de opção para compra de até 500 mil toneladas de arroz produzidas no país


Foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), nesta segunda-feira (30), a Medida Provisória (MP) nº 1.260, que autoriza a abertura de crédito extraordinário no valor de R$ 1,659 bilhão em favor dos Ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), de Portos e Aeroportos (MPOR) e para Operações Oficiais de Crédito.


Do total destinado para as diversas ações a serem executadas, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) receberá cerca de R$ 998 milhões para a formação de estoques públicos. Com este recurso, a Companhia está autorizada a lançar Contratos de Opção de Venda para a aquisição de até 500 mil toneladas de arroz. 


A medida é mais uma ação dentro da retomada dos estoques públicos no país e visa incentivar a produção do grão, bem como apoiar os agricultores e as agricultoras. Nos próximos dias, serão definidos os critérios a serem adotados nas operações como preços e quantitativos a serem ofertados nos leilões. 


O Contrato de Opção de Venda é uma modalidade de seguro de preços que dá ao produtor rural ou à sua cooperativa o direito, mas não a obrigação, de vender seu produto para o governo, em uma data futura, a um preço previamente fixado.


Foto: Sebastião José de Araújo/Embrapa

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20 setembro 2024

Conab e Banco do Brasil assinam acordo para desenvolvimento de informações agropecuárias

 

A fim de qualificar ainda mais os dados do setor agropecuário brasileiro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Banco do Brasil (BB) assinaram um acordo de cooperação técnica para desenvolvimento de informações entre as instituições. O acordo visa desenvolver atividades de colaboração técnico-científica para elaboração e divulgação de informações agropecuárias e participação conjunta em feiras e eventos do agronegócio.


“Até aqui, conseguimos retomar todas as políticas da Conab para o campo agrícola. Agora, damos mais um passo importante. A partir dessa parceria, nós vamos dar uma robustez para os nossos dados e ser mais assertivos. Isso é bom para o produtor, para o governo e também para outros países que dependem do que produzimos. E poder colocar também toda a expertise do Banco do Brasil sobre o mercado agrícola, oferecer essas informações para a sociedade e para o governo vai ser muito importante para a agropecuária brasileira”, reforça o presidente da Conab, Edegar Pretto.


O acordo irá abranger as atividades de pesquisa, desenvolvimento, treinamento, transferência de tecnologia para elaboração e divulgação de informações agropecuárias. Ainda segundo o documento assinado, estão previstas ações promocionais conjuntas em feiras e eventos que as instituições definirem como estratégicas. O acordo possui validade de 36 meses, podendo ser prorrogado mediante a celebração de termo aditivo.


“Esta parceria inédita entre Conab e Banco do Brasil vai possibilitar, entre outras iniciativas, a melhoria de processos e a geração e divulgação de informações com subsídios mais qualificados e enriquecidos, contribuindo para o aprimoramento da previsibilidade e da administração no campo, o planejamento financeiro, os controles e a gestão de riscos, as tomadas de decisão e a atuação em geral nas diversas atividades do dia a dia no campo”, analisa o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Luiz Gustavo Braz Lage.



Foto: Antonio Neto/Conab

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18 setembro 2024

Conab estima produção recorde de carnes suína e de frango em 2025

 

A produção tanto de carne suína como de frango pode atingir um novo recorde em 2025. Influenciada por uma demanda internacional aquecida e um bom ritmo no mercado interno, aliada a uma conjuntura de custos controlados, fruto dos menores patamares de preços de grãos, projeta-se, para a carne suína, produção da ordem de 5,45 milhões de toneladas. Já para a carne de frango, as projeções apontam para uma produção de 15,51 milhões de toneladas.


Os dados foram divulgados nesta terça-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), durante o evento Perspectivas para a Agropecuária Safra 2024/2025. O bom desempenho projetado contribui para manter a produção das três principais proteínas animais - frango, suíno e bovino - no país em torno de 30,75 milhões de toneladas, volume estável quando comparado com o estimado para este ano.


Em 2025, a boa produção projetada para frangos possibilitará que as vendas ao mercado externo aumentem cerca de 1,9% quando comparado com o volume de embarques projetado para este ano, podendo chegar a 5,2 milhões de toneladas. “O Brasil segue livre da Influenza Aviária em granjas comerciais, o que se torna uma enorme vantagem competitiva no mercado internacional”, lembra o gerente de Fibras e Alimentos Básicos da Conab, Gabriel Rabello.


Além disso, a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional aliada a um cenário cambial favorável influenciam nesta expectativa de elevação nas vendas. Mesmo com esta alta projetada no contexto externo, o volume de carne de frango destinada ao mercado interno também deve crescer: estima-se aumento de 2,3% no próximo ano em relação a 2024, sendo estimado em 10,32 milhões de toneladas.


Mercado externo


Cenário semelhante é esperado para o mercado suíno. A produção recorde de carne possibilitará incremento tanto no mercado interno como no externo quando se compara 2025 com 2024. Para o ambiente doméstico, a alta projetada é de 1,1%, com uma oferta estimada em 4,2 milhões de toneladas. Já para as exportações, a Conab projeta um volume de 1,27 milhão de toneladas, elevação de 3%. Destaque para a diversificação de mercado obtida pelos produtores brasileiros. Se em 2020 a China representava mais de 50% das vendas externas de carne suína, essa participação caiu para menos de 20% quando se olha para o volume exportado de janeiro a agosto deste ano.


Assim como os suinocultores, os pecuaristas brasileiros da bovinocultura de corte também têm conquistado novas praças, o que diminui a representatividade do país chinês para as vendas ao mercado externo. Entre janeiro e agosto de 2023, a China representava mais de 50% das vendas de carne bovina brasileira. Se considerarmos o mesmo período deste ano, essa participação cai para 44%. “A diminuição do percentual da China ocorre em função de aumentos robustos em outros mercados, principalmente dos Emirados Árabes Unidos, Rússia e Filipinas. Outro importante importador no período são os Estados Unidos que, apesar de serem grandes produtores mundiais, estão importando mais produto uma vez que encontram um cenário de baixa oferta no próprio país”, analisa Rabello.


Com a demanda externa aquecida, há uma tendência de alta nas exportações de carne bovina na ordem de 2,5%, projetadas em 3,66 milhões de toneladas. No entanto, diferentemente das outras carnes, a produção deve cair em relação ao volume a ser obtido neste ano, sendo estimada em 9,78 milhões de toneladas em 2025. Essa queda é explicada pelo ciclo pecuário, uma vez que no ano que vem é esperado início do movimento de reversão do ciclo, onde haverá crescimento gradual da retenção de fêmeas e uma menor disponibilidade de animais para abate no médio e longo prazo. Com isso, a disponibilidade interna para carne bovina deve ficar próxima a 6,2 milhões de toneladas.


Outras informações sobre o panorama de mercado projetado para carnes bovinas, suínas e aves para o próximo ano estão disponíveis na publicação Perspectivas para a Agropecuária Safra 2024/2025. O documento também traz a projeção para a produção de arroz, feijão, milho, soja e algodão, além de artigo elaborado pelo Banco do Brasil sobre a importância do crédito rural como fomentador de uma agricultura que visa ao desenvolvimento dos negócios por meio de ações ambientais, sociais e de governança.


Foto: Freepik

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