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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Índios de tribos da região Sul do país denunciam irregularidades e assédio sexual em Secretaria Especial de Saúde

Foto: Pedro França /Agência Senado
Representantes das tribos indígenas Caingangue, Guarani, Xokleng de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul apresentaram à comissão de Direitos Humanos várias denúncias de assédio moral e sexual e má gestão de recursos na saúde indígena da região. Segundo a advogada Fernanda Caingangue, são diversas as violações sofridas pelos indígenas. “Nós viemos a esta Casa pedir a apuração dessas irregularidades. Pedir o afastamento imediato dos assediadores. Nós não queremos mais ser reféns de pessoas cujo currículo é duvidoso, cuja formação não é adequada, e que estão promovendo violação sistemática dos nossos direitos humanos”.

Ângela Caingangue, representante dos índios, disse que boletins de ocorrência já foram registrados contra os casos de assédio, mas nada foi feito. E pediu a saída do Coordenador Distrital da Secretaria Especial de Saúde Indígena da região, Gaspar Luís Pascoal. Para a senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, as denúncias são graves e devem ser apuradas e acompanhadas pelas autoridades.

“Como é que a autoridade pública, que é responsável por um programa público, por dar condições dignas de saúde, de respeito é a autoridade que pratica assédio? Isso é muito grave. Principalmente a população indígena que precisa da proteção do Estado”.

Já a Procuradora da Mulher no Senado, Vanessa Grazziotin, do PC do B do Amazonas, afirmou que a Casa vai acompanhar o andamento das medidas que serão tomadas pelo poder público para solucionar o caso. Segundo relatos dos indígenas, por conta da situação, vários índios ocuparam as sedes dos Distritos Sanitários Indígenas em Florianópolis, Passo Fundo e Porto Alegre.

Fonte: Rádio Senado, Paula Groba.

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