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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Colapso na armazenagem já afeta milho e atingirá soja brasileira

A imagem com montanhas de milho a céu aberto chama a atenção, mas já não surpreende. Ano após ano o Brasil repete os mesmos problemas de infraestrutura. As safras crescem, mas os investimentos em armazenagem não evoluem na mesma velocidade.

A colheita da segunda safra de milho está apenas começando e segundo o presidente da Aprosoja Mato Grosso, Endrigo Dalcin, “a situação vai ser ainda muito pior”. Ou seja, é provável que novas cenas de milho deixado ao relento apareçam nos próximos dias.

Mato Grosso, por exemplo, deve colher a maior safra de milho da história. Um incremento previsto de 9 milhões de toneladas na comparação com o ano anterior. No Brasil, somando a primeira e a segunda safras, a estimativa da Conab aponta para 93,835 milhões de toneladas. Se confirmada, seria uma alta de 41% em relação à temporada 2015/2016. Só para ter uma ideia como a grande oferta do grão já impactou os preços em MT, de acordo com o IMEA, a saca está valendo R$ 13,68, praticamente a metade dos R$ 27,25 praticado no mesmo período do ano passado.

“A pressão de baixa vai se acentuar com o avanço da colheita. Temos um déficit de 74 milhões de toneladas e só 15% das capacidades de armazéns estão dentro das propriedades rurais. Nos EUA a capacidade dentro das fazendas é de 56% . Se não existisse esse déficit de armazenagem, de forma alguma o preço estaria tão baixo”, explica o consultor de mercado, Carlos Cogo.

As informações são de Pedro Silvestre do Canal Rural.
Fonte: Canal Rural.

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