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sexta-feira, 9 de junho de 2017

PM morre me troca de tiros no município de Putinga, suspeita é de que tiro tenha partido por arma de colega

A morte de um policial militar em uma troca de tiros – durante buscas a suspeitos de assaltar dois bancos em Putinga, no Vale do Taquari – deixou familiares inconformados. A vítima foi identificada como Geferson Rosolen, de 28 anos. Na mesma ação, um policial civil foi baleado na perna direita.

O caso ocorreu após a polícia receber uma informação, na noite de quarta-feira (8), de que criminosos estariam em uma mata no interior da cidade. Grupos separados de policiais civis e militares foram ao local e trocaram tiros entre si, após confundirem colegas com criminosos. As armas usadas serão encaminhadas para perícia.

O primo do PM, Valdemir Rosolen, classificou a morte como uma "fatalidade". "Não dá para acreditar", disse à RBS TV. Outro primo, Moisés Cabanos, lamenta a perda de Rosolen: "era uma pessoa muito boa."

O corpo está sendo velado na Capela Mortuária de Vespasiano Corrêa, no Vale do Taquari. O sepultamento está marcado para 15h desta quinta-feira.

Polícia Civil e BM lamentaram morte

Em nota, o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Andreis Silvio Dal'Lago, lamentou a morte do PM. "Estamos aguardando maiores esclarecimentos através da perícia e, sobretudo, atuaremos para que fato semelhante seja evitado."

A Brigada Militar informou que o soldado entrou na corporação em 2012 e trabalhava no 22ª Batalhão de Polícia Militar (BPM).

O chefe da Polícia Civil no Rio Grande do Sul, Emerson Wendt, também se manifestou sobre o caso. "Nosso posicionamento oficial é de lamentar a situação e manter o bom relacionamento com a Brigada Militar. Vamos apurar o fato e aprender com ele''.

Entenda o caso


O assalto aconteceu no início da tarde. Armados e encapuzados, os criminosos atacaram duas agências bancárias próximas. Durante 40 minutos, reféns foram forçados a formar um escudo humano para impedir a aproximação de policiais.

Depois do segundo assalto, os bandidos deram tiros e fugiram para o interior do município em dois veículos. Policiais militares deram início à busca pelos criminosos, que se estendeu até a noite do mesmo dia. Um suspeito de envolvimento foi preso.

"Ele é acusado de compor a organização criminosa. Estaria aqui para garantir a fuga", explica o delegado Guilherme Pacífico.


Polícia instaurou inquérito

Ainda segundo o policial, uma perícia determinará se o tiro partiu de um policial civil, já que integrantes das duas corporações atiraram em direções opostas em uma área de vegetação. Um inquérito policial também foi instaurado para apurar as causas da morte.

O delegado evita afirmar se há suspeita de que um policial civil tenha dado o tiro que causou a morte do PM, e garante que a relação entre integrantes das duas corporações na região é tranquila. Segundo ele, as buscas prosseguiam durante o fim da noite.

"Não há nenhum ambiente de animosidade. Há uma consternação de ambos os lados e permanecem as buscas aos criminosos. Os trabalhos não foram interrompidos mesmo com essa situação de dor. É uma fatalidade", lamenta.

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