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terça-feira, 20 de junho de 2017

Bioquímico é condenado a 54 anos de prisão pela morte da mulher e do filho de cinco anos

Julgamento de bioquímico durou dois dias (Foto: Cristine Fogliati/TJRS)
Foi condenado a 54 anos e 8 meses de prisão o bioquímico Ênio Luiz Carnetti, acusado de matar a mulher e o filho em Porto Alegre. A acusação é de duplo homicídio triplamente qualificado. O crime ocorreu em 2012, na casa onde a família morava no bairro Tristeza, na Zona Sul da capital.

Conforme a decisão do Tribunal do Júri, Ênio foi condenado a 22,8 anos pela morte da esposa e a mais 32 anos pelo assassinato do filho.

O julgamento iniciou na segunda-feira (19) e foi retomado na manhã desta terça (20), com as teses do Ministério Público e do advogado de defesa, Fabrício Guazzelli Peruchin. O réu não estava presente na hora do veredito, lido pela juíza Taís Culau de Barro.

No primeiro dia, ele também não quis acompanhar a sessão, que durou cerca de 11 horas, e foi levado novamente para a Cadeia Pública (novo nome do Presídio Central), onde cumpre pena em uma cela especial.

Márcia Calixto e Matheus, à época com 39 e cinco anos, respectivamente, foram encontrados mortos em casa, na manhã de 26 de julho de 2012. Os corpos tinham marcas de golpes de faca.

No local, a Polícia Civil encontrou bilhetes deixados pelo suspeito, que relatavam uma suposta traição da mulher. Após os crimes, o bioquímico ainda tentou se matar e foi encaminhado sob custódia ao Hospital de Pronto-Socorro (HPS) para, depois, ser preso.

A defesa do acusado chegou a alegar que ele estaria sob surto psicótico, conforme parecer de médico particular. Essa discussão sobre a sanidade mental do acusado teria atrasado o andamento do processo. Em julho de 2014, um laudo emitido pelo Instituto Psiquiátrico Forense (IPF) atestou a "normalidade" de Ênio.

Relembre o caso

Meses após o crime, o Ministério Público denunciou, em agosto de 2012, à 1ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Alegre, Ênio por duplo homicídio triplamente qualificado.

Responsável pela denúncia, a promotora Lúcia Helena de Lima Callegari adicionou mais um agravante aos dois que já constavam no inquérito policial: além de motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa das vítimas, os crimes teriam sido cometidos mediante meio cruel.

De acordo com a promotora, o bioquímico teria matado a mulher e o filho motivado por "ciúme e desejo de vingança". Além disso, o crime teria sido cometido com instrumento cortante enquanto ambos estavam dormindo e alguns golpes aplicados no corpo das vítimas foram não letais, com intuito de causar dor e sofrimento.

Após os crimes, o bioquímico ainda tentou se suicidar duas vezes, primeiro com golpes de faca e depois ao se jogar da ponte do Guaíba, na BR-290.

Fonte:G1RS

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