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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Bebês com Down recebem tratamento especial com ajuda do Estado

Giovana tem só 35 dias e arranca suspiros de quem a conhece. Parecendo um pacotinho, chegou de presente no Dia das Mães. Amor sem tamanho para a mamãe Vanessa, o papai Lucas e o irmão Jean Lucca. Mas a felicidade foi também uma surpresa: ela nasceu com Síndrome de Down. "Nos pegou desprevenidos porque os exames nunca mostraram nada", conta Vanessa Campos de Oliveira Marques, 41 anos, dona de casa.

A aflição e o receio de fazer alguma coisa errada com um bebezinho tão especial só foram embora quando eles receberam uma notícia: Giovana vai ser atendida na sala de Estimulação Precoce, inaugurada ontem (19), na Escola Especial Dr. João Alfredo de Azevedo, da Apae, na zona sul de Porto Alegre. “É uma luz no fim do túnel, porque agora vamos saber como agir”, desabafa a mãe.

Segundo a pedagoga Virgínia Cichelero, que vai atender os bebês no novo espaço, a estimulação precoce faz toda a diferença para o desenvolvimento de crianças com algum tipo de deficiência. “Tudo deve ser tratado de forma especial: o desenvolvimento motor, a alimentação, o banho, a troca da fralda e até os cuidados com o sono. Por isso, é um serviço integrado e multidisciplinar”, explica a profissional.

Inicialmente, a nova sala vai receber dez bebês de zero a três anos e 11 meses, com alguma alteração física ou psíquica, como deficiência intelectual e transtornos do neurodesenvolvimento. O tratamento é individualizado e, por isso, é preciso se inscrever para conseguir uma vaga. E o mais importante: a família tem que participar. “Os pais são os principais agentes de mudança. Com eles, a inclusão e os avanços da criança continuam em casa”, afirma o presidente da Apae de Porto Alegre, Vitor Hugo Borowski Castilho.

A sala de Estimulação Precoce foi construída e equipada graças à Campanha Escolha o Destino, promovida pelo Gabinete de Políticas Sociais e a Secretaria do Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos. O programa permite que os contribuintes gaúchos destinem parte do imposto de renda devido para projetos sociais. Em dois anos, já foram arrecadados mais de R$ 44 milhões. O dinheiro vai para o Fundo Estadual para a Criança e o Adolescente e para o Fundo Estadual da Pessoa Idosa e, depois, é usado para financiar os projetos escolhidos.

Para a nova sala da Apae, foram R$ 60 mil. O dinheiro serviu para comprar os materiais de construção e os brinquedos e ainda vai pagar o salário da equipe, por um ano, podendo haver renovação do contrato.

A secretária Maria Helena Sartori conheceu a Giovana durante a inauguração da sala e destacou a importância do trabalho da Apae: “A gente tem certeza de que o dinheiro vai ser bem aplicado. Acho que estimular o bebê desde cedo é dar mais oportunidades de vida pra ele”.

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