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terça-feira, 16 de maio de 2017

EUA dizem ter provas de que Síria mantém crematório para esconder execuções em massa

Governo americano quer que Rússia pressione aliado Bashar Al-Assad a se explicar

Os Estados Unidos acusaram hoje o regime sírio de Bashar al-Assad de assassinar e depois queimar os corpos de milhares de prisioneiros, em um ritual de 50 mortes diariamente, com base em provas que o Executivo em Washington garante ter obtido. As informações são da agência EFE.

Em coletiva realizada hoje, o secretário-adjunto para Assuntos do Oriente do Departamento de Estado, Stuart Jones, afirmou ter provas fotográficas de que o governo da Síria construiu um crematório perto de uma prisão nos arredores de Damasco, onde queima corpos de detentos para esconder execuções em massa.

Ele disse que as imagens exibem neve derretida em áreas quentes, no suposto local da cremação, e pediu ao governo da Rússia, aliado de Assad, que aumente a pressão para que os responsáveis “por estas atrocidades prestem contas”.

Crime de guerra

Segundo Jones, o regime sírio pode estar enforcando e queimando os corpos dos prisioneiros para esconder as provas de um suposto crime de guerra, conforme a Convenção de Genebra. Ele disse que o regime de Assad autorizou execuções extrajudiciais na prisão de Saydnaya, a 30 km de Damasco, cuja situação degradante foi denunciada este ano pela Anistia Internacional, que a definiu como um “abatedouro humano”, com a possibilidade de que até 13 mil pessoas tenham sido executadas lá.

“Segundo várias fontes, o regime sírio é acusado de matar até 50 presos por dia em Saydnaya. Acreditamos que o regime instalou um crematório que pode eliminar os corpos sem que restem muitas provas”, explicou Jones, que repercutiu relatórios de que muitos desses corpos eram jogados em valas comuns.

O responsável pelo Departamento de Estado americano disse acreditar que as provas levarão o Executivo em Moscou a aumentar a pressão sobre Assad, para que se busque uma solução política à guerra civil síria, incluindo a saída do líder do país. Jones não quis falar sobre ações militares em resposta ao crime, como aconteceu quando o presidente americano, Donald Trump, ordenou o bombardeio de uma base aérea síria em abril, depois de um ataque com armas químicas atribuído a Assad.


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