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terça-feira, 25 de abril de 2017

Um jeito novo de guardar a safra



Facilidade e rapidez são alguns dos benefícios dos sistemas de armazenamento de grãos conhecidos como silos­bolsas, ou silo­bags. Nos últimos anos estes equipamentos vêm atraindo produtores e cerealistas que necessitam de mais espaço, além daquele proporcionado pelos silos convencionais. Em países vizinhos, como Uruguai e Argentina, metade da produção de grãos fica estocada nestes dispositivos. Aqui no Estado, embora o uso ainda seja pequeno, já é possível perceber as estruturas plásticas nos pátios de silos e de alguns produtores da região. Em Boa Vista das Missões, a empresa Dalrig Comércio de Cerais já utiliza o método. Conforme um dos responsáveis administrativos, Révis Milani, o silo­bolsa é feito de um material tipo lona plástica, porém mais reforçado. Geralmente é importado da Argentina e pode ser utilizado para armazenamento de milho, trigo, soja, cevada, aveia, desde que a mesma esteja seca. “Utilizamos na empresa 25 silos­bag sendo que 21 contém milho (63.000 sc) e 4 contém soja (12.000 sc). A capacidade é de 3000 sacos para cada silo. Armazenamos por até 1 ano e meio, para manter a qualidade do grão”, destacou Milani.
Custo-benefício
O custo gerado é de aproximadamente R$ 1,00 por saca armazenada. Para encher o silo é necessária uma máquina que é ligada no “cardan” do trator. O grão é despejado na parte superior da máquina e através de uma bazuca de grãos, passa pelo caracol e cai dentro do silos­bolsa. Este equipamento possui um sistema de freios próprios, onde deve ser regulada para que não fique ar dentro da estrutura e nem encha muito a ponto de romper. A máquina faz a retirada do material porém em sistema reverso. – Ela vai rasgando e enrolando o silo, retirando o cereal armazenado – explicou Milani. É a primeira vez que a Dalrig utiliza a técnica no município. Com o término da safra de milho e o começo da safra de soja, foi necessário arrumar espaço para armazenar a soja. Devido aos preços baixos e a dificuldade de escoar a produção de milho, foi uma solução encontrada pela empresa para obter mais espaço para recebimento da safra.
Uso Único
De acordo com o doutor em biodinâmica do solo, da UFSM­FW, Claudir José Basso, a utilização dos silos­bolsa pode ocorrer apenas uma única vez. Após seu uso, o mesmo deve ser descartado ou então reciclado por empresas especializadas. “Este sistema tem se mostrado uma alternativa positiva ao armazenamento convenciona, mas não é possível reutilizá­lo para a mesma finalidade. É interessante pelo custo e rapidez especialmente em períodos de supersafra. O produtor precisa estar atento aos níveis de umidade dos grãos para evitar a fermentação, instalar os silos­bolsa em local plano, bem como, ter equipamentos para encher e descarregar o material”, destacou o pesquisador.

Fonte:FolhadoNoroeste

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