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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Suposta fraude na venda de remédios de posto saúde é investigada em Sarandi

Ministério Público diz que remédios são de lote fornecido pelo estado. Suspeita negou venda e disse que apenas oferece medicamentos mais baratos.

O Ministério Público e a Polícia Civil investigam uma suposta fraude na venda de medicamentos dentro da Secretaria de Saúde de Sarandi, na Região Norte do Rio Grande do Sul. A suspeita é de que remédios, que deveriam ser entregues de graça, eram vendidos por uma funcionária.

Um aposentado de 79 anos procurou o posto para conseguir um remédio de graça, o Spiriva. O idoso depende de oxigênio e medicação para tratar um enfisema pulmonar. No entanto, a servidora suspeita oferece o medicamento pela metade do preço à filha do aposentado.

"Minha irmã conversou com o pessoal em casa e a gente ficou meio estranho, não é? Mas minha irmã comprou porque meu pai estava sem e não estava vindo do estado", conta a irmã da jovem. Sem saber que estava sendo gravada, a funcionária que ocupa cargo de confiança na Secretaria de Saúde negocia a medicação. Ela chega inclusive a tratar da forma de pagamento.

"Vou colocar nesse bolso aqui fora. Um é para dez dias e o outro é a hora que der?", observa a funcionária. "Um tu pode descontar a hora que quiser", diz a filha do aposentado.

Na Secretaria de Saúde, a RBS TV procurou a funcionária. Inicialmente, ela negou a venda dos remédios. "Nunca vendi medicação", reforça. "Eu não vendi. A única coisa que eu pedi é para uma colega que é de Passo Fundo, que ela traz medicamentos, e na verdade eu pegava para os pacientes, que era na verdade mais barato para os pacientes. Com recibos e coisas. Eu não tenho nada a ver", afirmou.

Mas, segundo o Ministério Público, os medicamentos têm o mesmo número de lote dos que são fornecidos para o governo do estado.

"Se considerar a situação que se encontra a saúde no estado do Rio Grande do Sul, principalmente, a intensa judicialização de demandas e o intenso bloqueio de valores por parte do estado, o dispêndio que se tem com esses medicamentos é ainda mais grave, por que a venda deles está deixando alguém sem ele, certamente", observa o promotor de justiça Rafael de Lima Riccardi.

Polícia trata caso como peculato

A Polícia Civil entende que vender remédios dentro de um posto de saúde configura crime de peculato, que é a subtração ou desvio para proveito próprio, praticado por um funcionário público. Os investigadores agora querem descobrir a origem desses remédios.

"Principalmente porque são pessoas que tem direito de receber do estado os medicamentos e não estão recebendo e estão tendo de comprar dentro de um órgão público", explica o delegado da Polícia Civil Leandro Antunes.

A prefeitura de Sarandi já abriu sindicância para investigar a funcionária. "A gente vai afastar esse funcionário. Se realmente se confirmar não pode mais estar dentro da área pública. A gente vai fazer uma sindicância pra averiguar esses fatos se realmente aconteceram", observa o secretário de saúde de Sarandi, Gilmar Picolo.


Fonte:G1RS

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