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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Expansão desenfreada da soja preocupa e ameaça futuro da carne e arroz no Estado


Com rapidez a soja está tomando conta das áreas de pecuária e de arroz da Metade Sul do Rio Grande do Sul. Na estrada até Santana do Livramento o campo que antes era ocupado pelo gado, ovelhas e plantações de arroz hoje são de soja.
Segundo o IBGE, nos últimos cinco anos, enquanto as lavouras do grão na Campanha e na Fronteira Oeste, que são regiões típicas de pecuárias, cresceram 200%, e alcançaram 740 mil hectares, o rebanho cresceu 1,5%. Hoje o Estado conta com mais de 5,5 milhões de hectares de área plantada e é o terceiro maior produtor do grão no país.
No caso do arroz, os produtores estão preferindo alternar o seu plantio e das pastagens pelo cultivo de soja porque o grão gera renda mais rapidamente. Conforme dados do Instituto Riograndense do Arroz - Irga, a soja ocupou cerca de 302.579 mil hectares de várzea na safra 2013/2014.
Em entrevista à Uirapuru, o biólogo e ecologista, professor João Grando, explicou que esse tema é complexo porque os reflexos da monocultura resultam inclusive no fechamento de frigoríficos e no desemprego da população local. A redução da produção da proteína animal preocupa porque pode elevar muito os preços da carne.
O professor disse que o ideal para o Estado é a policultura, com rebanho e grãos. Contou que a monocultura pode se tornar um problema para o meio ambiente com o fim da fauna e flora do pampa e o extermínio dos campos. Para Grando, é preciso pensar em toda a biodiversidade.

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