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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Crime no campo: 20% dos defensivos agrícolas têm origem ilícita

A Associação das Empresas Cerealistas do Estado do Rio Grande do Sul (ACERGS), através de integrantes da sua diretoria, e demais entidades ligadas ao agronegócio estiveram reunidos com o secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, na última quinta para discutir a situação dos furtos e roubos de defensivos agrícolas em Passo Fundo e região. Segundo o conselheiro da Acergs, Emeri Tonial, o secretário salientou que será criada uma Força-Tarefa para combater esses crimes e, ainda neste mês, será realizado um novo encontro com diversos órgãos de segurança para avançar nesse tipo de repressão aos crimes.
Tonial destaca que a incidência de furtos de defensivos agrícolas em Passo Fundo e região aumentou nos últimos tempos./ Conforme ele, hoje, no Rio Grande do Sul, cerca 20% dos defensivos utilizados nas lavouras têm origem ilícita, através de contrabando, furto e falsificações. Ele calcula um prejuízo de R$ 1 bilhão para as revendas e fabricantes e danos na arrecadação do Estado. Tonial explica que em função das falsificações os fabricantes têm ônus maiores e acabam repassando no preço ao consumidor. Além disso, o produtor também sai prejudicado porque, sem perceber, compra os produtos adulterados, aplica na lavoura e os resultados não aparecem.
Atualmente há na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 2.079/2015, de autoria do deputado federal Jerônimo Goergen, que inclui no rol de crimes hediondos o roubo, furto, receptação e contrabando de defensivos agrícolas. Segundo Tonial, a partir do momento em que esse tipo de crime se tornar hediondo, os chefes de quadrilhas ficarão mais tempo presos, pois hoje eles ficam detidos em média sete meses e, depois de soltos, recomeçam os furtos. Além disso, ele destaca que aqueles que receptam ou compram o produto também serão presos.
O conselheiro salienta que hoje esse tipo de crime se tornou muito especializado e que, às vezes, os criminosos cometem erros técnicos, mas conseguem embalagens, rótulos e lacres. Tonial pede aos agricultores que no momento em que verificar um produto barato ou uma embalagem suspeita, fotografe o lote e procure aos órgãos competentes, como a Vigilância Sanitária e Anvisa, para verificar a origem do produto.


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