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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Polícia desarticula quadrilha suspeita de golpe no Litoral Norte do RS

Falsa empresa tomava empréstimos e fazia compras, sem pagar credores. Suposto proprietário do negócio é morador de rua e está preso desde 2015.

Policiais analisam material no galpão da falsa empresa em Capão da Canoa, RS (Foto: Divulgação/Deic)
Uma operação da Polícia Civil desarticulou na manhã desta segunda-feira (30) um esquema de estelionato e falsificação durante uma operação em Capão da Canoa, na Região Central do Rio Grande do Sul. Uma quadrilha é suspeita de simular uma empresa de distribuição para tomar empréstimos bancários e fazer compras de fornecedores, sem pagar aos credores.
Segundo a polícia, a prática é conhecida como "golpe da arara". Os criminosos montam uma falsa empresa, tomam empréstimos bancários e fazem compras de fornecedores. Depois, deixam de pagar e, como usam documentos falsos, não são localizados pelos credores.
Delegado estima que material apreendido some
cerca de R$ 500 mil (Foto: Divulgação/Deic)

A operação foi realizada no galpão da falsa empresa, onde foram apreendidos bens que haviam sido adquiridos de fornecedores. Dois funcionários foram levados pela polícia para prestar depoimento.
A empresa organizada pelo grupo criminoso tinha como proprietário, conforme os documentos falsificados, um morador de rua que está preso desde 2015 em Arroio dos Ratos. "Os dados do pseudoproprietário foram utilizados indevidamente, inclusive com a confecção de documento de identificação falso, cuja cópia já está em mãos da polícia judiciária, materializando, assim, o esquema criminoso", disse o delegado Gustavo Bermudes Menegazzo, responsável pela operação.
Até o início da tarde, a polícia ainda contabilizava a mercadoria que havia sido comprada pela falsa empresa. Menegazzo estima que o valor chegue a R$ 500 mil. Parte dos produtos será devolvida aos fornecedores prejudicados pelo golpe. No entanto, as compras que tiverem sido pagas de forma integral seguirão com o grupo suspeito.
"Ou eles fazem uma compra grande parcelada, ou fazem inicialmente uma duas compras menores, pagam e ganham a credibilidade da empresa. Só conseguiremos levantar quais empresas foram lesadas com a análise da documentação", explicou o delegado.
Segundo o diretor da Divisão de Investigação Criminal, delegado Sander Cajal, a prática do golpe também pode ajudar a encobrir a procedência de mercadorias roubadas. "Essas empresas araras também são utilizadas para esquentar cargas roubadas, mediante a emissão de nota fiscal, dando uma roupagem de legalidade a esses produtos subtraídos, facilitando a sua recolocação no mercado."

Fonte:G1RS

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