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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Advogados investigados em golpe milionário podem ter ligação com Maurício Dal Agnol

O golpe milionário ocorreu em Santa Maria e municípios da região.

Nesta semana a Polícia Civil de Santa Maria concluiu o inquérito policial que descobriu uma fraude onde mais de duas mil pessoas foram lesadas em valores superiores a 50 milhões de reais. O golpe ocorreu naquele município e outras cidades da região central do Estado, sendo aplicados por cinco advogados. Todos são do estado do Paraná e irão responder pelos crimes de apropriação indébita e estelionato.
A Polícia Civil informou que as investigações iniciaram no ano de 2014, período em que foi deflagrada a Operação Carmelina pela Polícia Federal de Passo Fundo e que resultou no desmantelamento da quadrilha liderada pelo advogado Maurício Dal Agnol. Segundo a Polícia Federal, Dal Agnol se apropriou de valores de clientes que tinham ações judiciais contra a antiga CRT, hoje Brasil Telecom, e não repassou os valores exatos aos clientes.
Naquele ano da operação, um morador de Santa Maria lembrou que possuía uma ação semelhante contra a CRT e tinha entrado na justiça por meio dos advogados do Paraná, porém nunca mais tinha recebido a informações da sentença e a quantia do dinheiro recebido. Então, ele procurou outro advogado e descobriu que tinha sido vítima de um golpe.
A Polícia Civil não descarta a possibilidade de vinculação da quadrilha de Maurício Dal Agnol neste golpe na região de Santa Maria, devido o escritório dos indiciados agir de maneira idêntica a banca dos advogados passo-fundenses.
De acordo com o Delegado Federal Mário Luiz Vieira, a prática de lesar clientes aos moldes de como foi feito por Maurício Dal Agnol infelizmente é comum. São vários os advogados que são investigados a nível nacional por lesar clientes se apropriando dos valores ganhos nas causas judiciais. Porém, a polícia está trabalhando e o poder judiciário estipulando as penalidades.
Sobre o caso Dal Agnol, o Delegado Mário destacou que são centenas de inquéritos policiais robustos de autoria e materialidade do delito, inclusive dezenas já estão tramitando no Poder Judiciário. Ele também afirmou, o advogado poderá a qualquer momento voltar para a cadeia.

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